Para professores, prova de matemática foi a mais difícil da Unesp; veja correção
da Folha Online
colaboração para a Folha Online
Segundo professores de cursinhos consultados pela Folha Online, as questões de matemática da primeira fase do vestibular da Unesp, realizado neste domingo em 30 cidades do Estado de São Paulo, foram as mais difíceis da prova.
- Veja a correção comentada pelo Anglo
- Veja a correção comentada pelo Etapa
- Veja a correção comentada pelo Objetivo
Para Giuseppe Nobilione, professor de matemática do Objetivo, a prova, que costumava ser fácil, trouxe perguntas difíceis e não adequadas a uma prova de conhecimentos gerais.
Além disso, Nobilione diz que em duas questões --88 e 89-- as expressões sugeridas para o candidato encontrar as respostas não se referem ao enunciado. Para o professor, isso não inviabiliza a resolução, mas diz que deveriam ter sido usadas outras variáveis para evitar confusão.
Nicolau Marmo, coordenador do Anglo, diz que os professores do cursinho afirmaram que faltou abrangência à prova, que estaria mais adequada se fosse em uma fase que exigisse conhecimento especifico. "Erraram a mão, foi a parte mais difícil da prova."
Se a matemática foi criticada, a prova de geografia foi a mais elogiada pelos professores. Vera Lúcia da Costa Antunes, do Objetivo, diz que o destaque foram os mapas coloridos, usados pela primeira vez, e que auxiliam o candidato a visualizar o que é proposto. Além disso, foram usados textos mais longos, que exigiram a atenção do vestibulando.
Para o professor Edmilson Motta, coordenador do Etapa, as questões de geografia foram parecidas com as do Enem (Exame Nacional de Ensino Médio), pois foram focadas em textos, e não em gráficos e tabelas. Mas, segundo ele, a Unesp havia anunciado que iria fazer uma prova com as características do Enem, mas no geral não foi o que ocorreu.
Para Marmo, do Anglo, a geografia foi o ponto alto da prova. Ele diz também que houve uma imprecisão no enunciado da questão 64, de biologia. Segundo o coordenador, no lugar de prófase o correto seria amáfase, mas ele diz que o problema não deve prejudicar os alunos.
Para o professor do Objetivo Marcelo Alex Leal, as questões de biologia tiveram temas ligados ao cotidiano, como o uso de pílula anticoncepcional e a dengue, e a maioria das questões era de nível médio.
Nas provas de química e física, Marmo afirma que faltou abrangência, ou seja, questões de todas as áreas das disciplinas. Segundo o professor do Objetivo Eduardo Figueiredo, não caiu nenhum questão de ondulatória em física, o que pode indicar uma área a ser abordada na segunda fase.
Já seu colega Antonio Mario Salles criticou o fato de a prova de química não ter nenhuma questão de química orgânica. Além disso, diz que na questão 77, sobre a tabela periódica, o texto do enunciado é relacionado, mas não tem ligação direta com as perguntas feitas, o que pode confundir o candidato. "Mas não adianta, é uma tendência moderna dos vestibulares terem enunciados assim", disse.
Nas questões de inglês, português e história, os professores dos cursinhos afirmam que as provas foram bem elaboradas, com bastante interpretação de texto. Os professores do Objetivo só criticaram fato de a questão 41, sobre a independência do Brasil, ter uma respostas correta no gabarito, mas imprecisa. Segundo o professor Robson Santiago da Silva, o fim do exclusivo metropolitano já havia ocorrido antes da independência, ao contrário do que sugere a questão.

