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06/12/2009 - 18h09

Proposta de redação do Enem foca a ética no Brasil

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LUIZA GOULART
colaboração para a Folha Online

Atualizado às 20h23.

O tema da redação do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), realizado neste domingo em todo o Brasil, tratou de corrupção e ética. Com a proposta "o indivíduo frente à ética nacional", a coletânea utilizou uma charge de Millôr Fernandes e adaptações de dois textos publicados na imprensa.

Na charge de Millôr, um personagem diz: "só lidar com gente honesta, meu Deus, que solidão!". Um dos textos usados foi uma coluna de Lya Luft na revista "Veja", publicada em 2006, na qual a autora trata da acomodação do brasileiro em relação à corrupção, ao "cinismo bem-vestido" e ao "banditismo arrojado".

Reprodução
A charge de Millôr Fernandes foi usada na proposta de redação do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), aplicado neste domingo.
A charge de Millôr Fernandes foi usada na proposta de redação do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), aplicado neste domingo.

O outro texto foi adaptado da crônica "A armadilha da corrupção", do psicanalista Contardo Calligaris, publicada na Folha em 2005. No texto original, Calligaris afirma que o lugar-comum de considerar que todos os políticos são corruptos "é uma armadilha para nossa capacidade de agir como cidadãos".

Para Guilherme Peloso Cursi, 17, que fez a prova na Unip Vergueiro, em São Paulo, o tema da redação foi voltado para "quem lê bastante". Já Ariane Karen Tibúrcio da Silva, 18, diz que não gostou da proposta. "Não tinha muito o que argumentar. Mas lembrei um pouco do que a professora tinha falado sobre o assunto e usei os textos da prova."

A estudante Ana Carolina Saviori, 16, criticou os textos usados na proposta de redaçaõ. Segundo ela, o material não ajudava muito. "Ficou difícil de fazer o argumento", disse ela.

Anizete Lima de Souza, 30, disse que achou que o tema ia ser melhor. "Este tema é muito polêmico porque honestidade e ética são coisas muito pessoais. Como aquela foi sobre o instituto do idoso, achei que ia ser sobre a crise mundial, gripe ou Obama. Acabou colocando um assunto que não tinha nada a ver. No meu curso a professora não tinha falado sobre este tema não", disse.

Já a estudante Daniele Viana Requena, 17, afirmou que não era um assunto difícil não. "E eu já tinha feito muita redação na escola sobre ética", disse. Anderson Luiz Paulo, 23, também gostou da escolha do tema: "a gente tem visto bastante sobre política, corrupção. Essas coisas estão na mídia todo dia".

Segunda etapa

Os estudantes consultados pela Folha Online consideraram a prova deste domingo mais fácil do que a aplicada ontem. Hoje eles tiveram que responder a 90 questões de linguagens e matemática, além da redação. "Foi bem mais light que ontem, as questões estavam bem mais fáceis", disse Edivânia Barbosa da Silva Paulo, 24.

Para Giuliana Cristofano Santos, 17, a "prova não estava complicada, mas foi cansativa". Ela diz que se perdeu várias vezes por causa das alternativas longas: quando chegava na última já tinha esquecido o que dizia a primeira. Na sala dela, aproximadamente metade não foi fazer a prova hoje.

Diogo Silva, 22, achou que a prova foi longa e desgastante demais. "No final, as últimas 15 questões eu chutei porque não tinha como ler tudo", disse. Já Fabiana Pereira, 21, afirmou que tinha muito cálculo para fazer e que não dava tempo.

Aline da Silva Pereira, 17, disse que "hoje a prova foi bem mais fácil. Ontem foram muito textos, e mas hoje estava melhor".

 

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