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13/12/2001 - 11h00

Profissões - Estabilidade é atrativo da carreira militar

ANDRÉ NICOLETTI
da Folha de S.Paulo

Em meio à crise econômica, a carreira militar é uma das opções para os alunos que querem estabilidade no emprego após concluir a graduação. Além da Polícia Militar, o Exército, a Aeronáutica e a Marinha têm cursos de nível superior para preparar os oficiais.

Em geral, logo depois de entrar no curso superior, o estudante já recebe um pequeno soldo. Além disso, tem alimentação, vestuário e assistência médica gratuitos.

No curso, que dura quatro anos, o estudante vive em regime de internato -dorme todos os dias na instituição e pode ir para casa só nos finais de semana. Na Academia de Polícia Militar do Barro Branco, o internato ocorre apenas nos dois primeiros anos. "Eu dividia alojamento com mais 20 meninas, que acabaram virando quase minhas irmãs", diz Graziela Bazili Leandro, 23, aluna da PM.

Além das matérias teóricas, que vão de sociologia a física, há o treinamento militar propriamente dito. Na PM, pratica-se tiro e técnicas de direção. No Exército, há montanhismo e escalada, e, na Aeronáutica, o pára-quedismo é obrigatório para todos os cursos (aviação, intendência e infantaria). "Essas práticas agradam aos que têm espírito aventureiro. São versões militares dos chamados esportes radicais", disse o major-aviador Henry Wender.

O estudante não deve pensar, entretanto, que a formação militar é feita apenas de atividades agradáveis. Como as funções que serão desempenhadas exigem muito do oficial, o treinamento é duro. Acordar no meio da madrugada e ter de marchar por quilômetros ou passar alguns dias na selva faz parte do treinamento.

Outro problema, que começa na formação do oficial e que o acompanhará durante a carreira, é ter de mudar-se constantemente de local. Para ser oficial do Exército, por exemplo, deve-se cursar o ensino médio em Campinas (SP) e o superior em Resende (RJ). Depois de formado, o militar é designado para alguma região do Brasil, que pode ser a Amazônia ou o sertão nordestino.

Apesar de demissões serem muito difíceis e de o valor da aposentadoria ser o mesmo do último salário, financeiramente a carreira militar pode ser mais difícil do que a civil. Um coronel-aviador da Aeronáutica, após cerca de 30 anos de serviço, por exemplo, ganha em torno de R$ 5.500.

"Poderia ganhar o dobro se estivesse pilotando helicópteros civis, mas aqui tenho mais segurança", disse o major Wender. Segundo ele, outro atrativo é a possibilidade de conhecer várias regiões.

Para Graziela, ajudar as pessoas é a principal recompensa. "Poder estar em contato com a população é muito bom", disse ela, que desistiu da Fatec, no terceiro ano de curso, para ingressar na PM.

Fovest - 13.dez.2001

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