30/10/2001
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20h02
Com uma camisa branca Armani amarrada na barriga, uma calça preta Daslu, sandália Guess?, pulseira tipo escrava com miçangas de ouro e brilhantes e um diamante de três quilates pendurado no pescoço, Adriana Maluf, 46, explica que está "mais para quieta".
"Dei muito autógrafo em Nova York, para pessoas que pensavam que eu era a Sônia Braga", explica, muito bronzeada.
Primeira de quatro filhos do empreiteiro Aziz Maluf (proprietário da construtora Cogec), Adriana afirma que sempre foi a predileta do pai; cresceu viajando de primeira classe, gastando, divertindo-se, namorou muito, casou-se três vezes, teve uma filha, Roberta, hoje com 23 anos, trabalhou eventualmente com moda e -a julgar por um hábito que mantém nos fins de tarde- está conservada em champanhe.
"Bebo uma tacinha sempre que posso, para relaxar. Adoro", diz ela, tirando a garrafa do balde de gelo para encher os copos.
É verdade que, àquela altura do dia, ela já correu oito quilômetros, alimentou-se à base de salada, franguinho sem gordura, ou salmão, e tomou pelo menos dois litros de água: "Meu colesterol 'bom' é 120, o de uma atleta", orgulha-se. "Outro dia, corri em uma maratona e fiz 5 km em 26 minutos; a Fernanda Keller fez em 17. As pessoas dizem que correr faz cair a pele do rosto, mas comigo nunca foi assim."
O único pecado alimentar, do qual ela não abre mão, são os chocolates. "Preciso de um por dia. Pronto: já fico satisfeita. Como muito carboidrato, por causa da ginástica, salada e fritura zero."
Mesmo depois do champanhe, Adriana parece ansiosa. Fala muito, gesticula, se movimenta e acaba entregando seu vício.
"Tomo um Lexotan todos os dias antes de ir para a cama". Ela explica que a dose serve também para debelar os efeitos de um "prolapso na válvula mitral", que provoca taquicardia.
Ao acordar, nos fins de semana, ela se bronzeia por meia hora sem passar filtro solar -ao contrário, usa bronzeador (da Payot). "Sou uma privilegiada, tomo sol sem protetor e não tenho problemas de pele. Acho que é por causa da ascendência árabe", diz ela.
Plásticas, ela ainda não fez, mas não tem nada contra. Por enquanto, só preenchimentos. "Pensei em fazer pálpebra, mas as pessoas me dizem para esperar um pouco. Aplico Botox em volta dos olhos e na testa, só isso. O Rob (Roberto Tullii, cirurgião vascular, primeiro marido de Adriana) é que me dá dicas de preenchimentos e novidades para passar no rosto", diz.
Depois de Tullii, com quem ela se casou e ficou três anos, Adriana namorou (sem morar junto) por seis anos o empresário Sergio Daccache. "Eu era linda, linda, linda, ele feio, feio, feio. Mas tinha carisma."
Vaidosa, ela diz que adora comprar roupas, mas acha que "jóias a gente ganha"- Adriana não nega que gosta de homens poderosos. Seus símbolos sexuais são Aristóteles Onassis, Dodi Al Fayed, John Kennedy.
"O Onassis era um tesão. O JFK, o protótipo do poder: presidente dos EUA, rico, charmoso. O Dodi namorava com a mulher mais famosa do mundo (lady Di)."
Beleza não põe mesa para Adriana -mas com seu segundo marido ela abriu um parêntese. "Passei uma temporada em Bali, trabalhando com roupa de praia, e lá conheci o Udo (Holler, holandês). Ele era lindo, tinha 24, 11 anos mais moço do que eu. Achava que não ia durar nada. Ficamos juntos três anos -ele veio comigo para o Brasil e mora aqui até hoje", conta.
Segundo Adriana, sexo faz bem -mas quando é importante para a pessoa. "Acho que há mulheres (e homens também) que entram na Sotheby's, compram alguma coisa e não sentem falta de mais nada. São assexuados. Aí, não tem problema. Agora, se a pessoa gosta da Sotheby's e de sexo, como eu, tem de se resolver, porque senão fica infeliz, feia", diz.
Atualmente, depois de seis anos com seu terceiro marido, o empresário Paulo Setúbal, filho do banqueiro Olavo Setúbal, Adriana conta que está dando um tempo. A quatro anos dos 50, diz que nunca teve crise de idade.
"Aproveitei bem minha vida, fiz tudo o que quis. A única hora em que vejo que o tempo passou é quando percebo que não dá mais para fazer o outro caminho, o da casinha na montanha, com marido e filhos. Mas isso não me deprime, porque todo mundo tem de fazer a opção", afirma.
E completa: "Minha irmã é casada até hoje com o mesmo marido, e eu sinto que ela me admira; mas eu também a ela -o problema é que não dá para ser as duas ao mesmo tempo."
Apesar dos três casamentos, o "grande amor" da vida de Adriana Maluf ainda está por vir. "O (astrólogo) Quiroga disse que eu vou conhecer a pessoa mais importante da minha vida aos 47 anos. Estou esperando", diz.
Se for poderoso, o candidato tem mais chances, embora Adriana garanta que não é "fresca". "Posso jantar no Plaza Athenée e fazer um piquenique na praia com o mesmo tesão." Piquenique com champanhe, por favor.
ADRIANA MALUF, 46
O que come: café da manhã: torrada de pão light, Becel e mel, suco de uva; refeições à base de frango sem gordura, salmão ou sardinha e muita salada e legumes. Carboidrato no almoço, proteína no jantar e zero de fritura. Exceção: doces e chocolates, comedidamente
Vitaminas:não toma
Água: quatro litros (mais água de coco)
Ginástica: corre 8 km por dia
Cigarro: raramente
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da Revista da Folha Com uma camisa branca Armani amarrada na barriga, uma calça preta Daslu, sandália Guess?, pulseira tipo escrava com miçangas de ouro e brilhantes e um diamante de três quilates pendurado no pescoço, Adriana Maluf, 46, explica que está "mais para quieta".
"Dei muito autógrafo em Nova York, para pessoas que pensavam que eu era a Sônia Braga", explica, muito bronzeada.
Primeira de quatro filhos do empreiteiro Aziz Maluf (proprietário da construtora Cogec), Adriana afirma que sempre foi a predileta do pai; cresceu viajando de primeira classe, gastando, divertindo-se, namorou muito, casou-se três vezes, teve uma filha, Roberta, hoje com 23 anos, trabalhou eventualmente com moda e -a julgar por um hábito que mantém nos fins de tarde- está conservada em champanhe.
"Bebo uma tacinha sempre que posso, para relaxar. Adoro", diz ela, tirando a garrafa do balde de gelo para encher os copos.
É verdade que, àquela altura do dia, ela já correu oito quilômetros, alimentou-se à base de salada, franguinho sem gordura, ou salmão, e tomou pelo menos dois litros de água: "Meu colesterol 'bom' é 120, o de uma atleta", orgulha-se. "Outro dia, corri em uma maratona e fiz 5 km em 26 minutos; a Fernanda Keller fez em 17. As pessoas dizem que correr faz cair a pele do rosto, mas comigo nunca foi assim."
O único pecado alimentar, do qual ela não abre mão, são os chocolates. "Preciso de um por dia. Pronto: já fico satisfeita. Como muito carboidrato, por causa da ginástica, salada e fritura zero."
Mesmo depois do champanhe, Adriana parece ansiosa. Fala muito, gesticula, se movimenta e acaba entregando seu vício.
"Tomo um Lexotan todos os dias antes de ir para a cama". Ela explica que a dose serve também para debelar os efeitos de um "prolapso na válvula mitral", que provoca taquicardia.
Ao acordar, nos fins de semana, ela se bronzeia por meia hora sem passar filtro solar -ao contrário, usa bronzeador (da Payot). "Sou uma privilegiada, tomo sol sem protetor e não tenho problemas de pele. Acho que é por causa da ascendência árabe", diz ela.
Plásticas, ela ainda não fez, mas não tem nada contra. Por enquanto, só preenchimentos. "Pensei em fazer pálpebra, mas as pessoas me dizem para esperar um pouco. Aplico Botox em volta dos olhos e na testa, só isso. O Rob (Roberto Tullii, cirurgião vascular, primeiro marido de Adriana) é que me dá dicas de preenchimentos e novidades para passar no rosto", diz.
Depois de Tullii, com quem ela se casou e ficou três anos, Adriana namorou (sem morar junto) por seis anos o empresário Sergio Daccache. "Eu era linda, linda, linda, ele feio, feio, feio. Mas tinha carisma."
Vaidosa, ela diz que adora comprar roupas, mas acha que "jóias a gente ganha"- Adriana não nega que gosta de homens poderosos. Seus símbolos sexuais são Aristóteles Onassis, Dodi Al Fayed, John Kennedy.
"O Onassis era um tesão. O JFK, o protótipo do poder: presidente dos EUA, rico, charmoso. O Dodi namorava com a mulher mais famosa do mundo (lady Di)."
Beleza não põe mesa para Adriana -mas com seu segundo marido ela abriu um parêntese. "Passei uma temporada em Bali, trabalhando com roupa de praia, e lá conheci o Udo (Holler, holandês). Ele era lindo, tinha 24, 11 anos mais moço do que eu. Achava que não ia durar nada. Ficamos juntos três anos -ele veio comigo para o Brasil e mora aqui até hoje", conta.
Segundo Adriana, sexo faz bem -mas quando é importante para a pessoa. "Acho que há mulheres (e homens também) que entram na Sotheby's, compram alguma coisa e não sentem falta de mais nada. São assexuados. Aí, não tem problema. Agora, se a pessoa gosta da Sotheby's e de sexo, como eu, tem de se resolver, porque senão fica infeliz, feia", diz.
Atualmente, depois de seis anos com seu terceiro marido, o empresário Paulo Setúbal, filho do banqueiro Olavo Setúbal, Adriana conta que está dando um tempo. A quatro anos dos 50, diz que nunca teve crise de idade.
"Aproveitei bem minha vida, fiz tudo o que quis. A única hora em que vejo que o tempo passou é quando percebo que não dá mais para fazer o outro caminho, o da casinha na montanha, com marido e filhos. Mas isso não me deprime, porque todo mundo tem de fazer a opção", afirma.
E completa: "Minha irmã é casada até hoje com o mesmo marido, e eu sinto que ela me admira; mas eu também a ela -o problema é que não dá para ser as duas ao mesmo tempo."
Apesar dos três casamentos, o "grande amor" da vida de Adriana Maluf ainda está por vir. "O (astrólogo) Quiroga disse que eu vou conhecer a pessoa mais importante da minha vida aos 47 anos. Estou esperando", diz.
Se for poderoso, o candidato tem mais chances, embora Adriana garanta que não é "fresca". "Posso jantar no Plaza Athenée e fazer um piquenique na praia com o mesmo tesão." Piquenique com champanhe, por favor.
ADRIANA MALUF, 46
O que come: café da manhã: torrada de pão light, Becel e mel, suco de uva; refeições à base de frango sem gordura, salmão ou sardinha e muita salada e legumes. Carboidrato no almoço, proteína no jantar e zero de fritura. Exceção: doces e chocolates, comedidamente
Vitaminas:não toma
Água: quatro litros (mais água de coco)
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