Equilíbrio
30/10/2001 - 20h10

Reposição hormonal é adaptada para ajudar todas as mulheres

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da Revista da Folha

A menopausa provoca mudança no funcionamento do corpo todo. Alterações de humor, calores súbitos, sangramentos e vários outros sintomas desagradáveis marcam essa fase de profunda transição.

Em uso há muitos anos, a técnica de reposição hormonal hoje em dia pode ser adaptada para beneficiar praticamente todas as mulheres. O risco de câncer de mama é o grande temor, mas mesmo quem não faz reposição tem maior chance de desenvolver a doença depois da menopausa.

"Podemos dosar a quantidade de hormônio e existem as reposições naturais, os fitohormônios, como a isoflavina, à base de soja", explica José Bento de Souza, ginecologista e obstetra do Hospital Israelita Albert Einstein. "Não há dúvida de que reposição hormonal significa
uma melhora na qualidade de vida e na longevidade da mulher."

Além de reduzir os "efeitos colaterais" da menopausa, a reposição protege o sistema cardiovascular, diminui o risco de desenvolver o mal de Alzheimer e reduz as chances de osteoporose.

"A pele ganha viço e os olhos voltam a brilhar. O cabelo melhora, a pele também e diminuem as rugas, porque o estrógeno mantém a produção de colágeno, o 'cimento' da pele", explica.

A reposição evita também problemas de secura vaginal, aumentando a elasticidade da parede da vagina e melhorando a libido. "A vitalidade da mulher pára de diminuir: ela tem mais saúde, ânimo e dorme melhor", completa José Bento.

É claro que, como nada é perfeito, existem efeitos colaterais: aumento de peso, retenção de líquido, dor nos seios e uma maior propensão a varizes. Mas a quantidade de hormônio pode ser alterada para tentar reduzir ao máximo esses problemas.

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