11/10/2001
-
19h31
Na hora de escolher um animal, os novinhos têm preferência. Desta forma, animais adultos e sem pedigree são preteridos por filhotes saudáveis e de raça. Mas quem não se importa em levar para casa um animal "SRD" (Sem Raça Definida) pode optar pela adoção de bichinhos que foram abandonados ou doados por famílias que não têm como cuidar da cria de seus animais.
O CCZ (Centro de Controle de Zoonoses), em São Paulo, é um dos lugares que oferece cães e gatos para adoção. Se os visitantes quiserem adotar algum, basta pagar uma taxa de R$ 7,30 e retirar o animal no mesmo dia.
"Geralmente, quem escolhe são as crianças", diz o agente do CCZ José Benedito. Segundo ele, a procura é grande, mas as adoções, nem tanto, pois a maioria das pessoas procura animais de raça.
Antes de chegarem aos canis e gatis, os bichos oferecidos pelo CCZ passam por uma "seleção". Os mais dóceis e sadios são colocados para adoção. Os demais, geralmente os que estão doentes ou que são abandonados e acabam sendo recolhidos pela "carrocinha", são sacrificados depois de três dias.
A Apasfa (Associação Protetora de Animais São Francisco de Assis) também promove a adoção de bichos abandonados. Eles não ficam concentrados na associação, mas no mural é possível anúncios de pessoas que procuram ou oferecem um.
A associação, que no momento recolheu dois gatinhos, lançou uma "promoção". Quem adotar um deles ganha um ano de atendimento veterinário, com direito a consultas e vacinas.
A ONG Quintal de São Francisco, que tem cerca de 800 cães e gatos, é outra entidade que oferece animais para adoção. Como a organização não divulga o endereço do abrigo, os interessados devem entrar em contato por telefone para saber datas e locais das feiras de doação.
Às vezes, o próprio Quintal de São Francisco leva o animal à casa do interessado, que apenas fornece as características do animal que está procurando. "Fazemos coisas que até Deus duvida para conseguir um lar para o animal que já foi abandonado. Pegamos dois ou três, colocamos no carro e vamos até a pessoa", diz o diretor da ONG Eufrate Almeida.
O Quintal só doa os animais depois que eles são vacinados, vermifugados e castrados. A adoção ocorre mediante a assinatura de um termo de responsabilidade, e, além disso, a entidade costuma ligar para os novos donos para monitorar o bem-estar dos bichinhos. "Se acontecer alguma coisa, o animal volta para o abrigo. A posse precisa ser responsável."
Segundo Almeida, um dos fatores que emperra as adoções é a seletividade. No entanto, ele diz que as crianças são menos seletivas. "Elas não têm preferência de raça. Os adultos é que tem preconceito", afirma.
Centro de Controle de Zoonoses (r. Santa Eulália, 86, Carandiru, telefone 0/xx/11/ 6221-9755, ramal 244), de 2ª a 6ª, das 9h às 18h, e aos sábados, das 9h às 16h. Apasfa (r. Santo Eliseu, 272, Vila Maria). Quintal de São Francisco (tel.: 0/xx/11/ 5081-5446)
Leia mais:
Animal de estimação traz alegria, diversão e aprendizado à criança
Bicho de estimação ajuda criança a conversar e a conviver
Saiba quais são os cuidados que os animais merecem
Animais "combatem" solidão dos adultos
Vivianne Pasmanter planeja vida em função de sua cachorra
"Dá pra pôr o bichinho no bolso e levar pra qualquer lugar", diz Caio Blat
Tente descobrir qual é cachorrinho de cada artista
Leia mais na Folhinha Online
Adotar um animal também é ato de solidariedade
Publicidade
da Folha OnlineNa hora de escolher um animal, os novinhos têm preferência. Desta forma, animais adultos e sem pedigree são preteridos por filhotes saudáveis e de raça. Mas quem não se importa em levar para casa um animal "SRD" (Sem Raça Definida) pode optar pela adoção de bichinhos que foram abandonados ou doados por famílias que não têm como cuidar da cria de seus animais.
O CCZ (Centro de Controle de Zoonoses), em São Paulo, é um dos lugares que oferece cães e gatos para adoção. Se os visitantes quiserem adotar algum, basta pagar uma taxa de R$ 7,30 e retirar o animal no mesmo dia.
"Geralmente, quem escolhe são as crianças", diz o agente do CCZ José Benedito. Segundo ele, a procura é grande, mas as adoções, nem tanto, pois a maioria das pessoas procura animais de raça.
Antes de chegarem aos canis e gatis, os bichos oferecidos pelo CCZ passam por uma "seleção". Os mais dóceis e sadios são colocados para adoção. Os demais, geralmente os que estão doentes ou que são abandonados e acabam sendo recolhidos pela "carrocinha", são sacrificados depois de três dias.
A Apasfa (Associação Protetora de Animais São Francisco de Assis) também promove a adoção de bichos abandonados. Eles não ficam concentrados na associação, mas no mural é possível anúncios de pessoas que procuram ou oferecem um.
A associação, que no momento recolheu dois gatinhos, lançou uma "promoção". Quem adotar um deles ganha um ano de atendimento veterinário, com direito a consultas e vacinas.
A ONG Quintal de São Francisco, que tem cerca de 800 cães e gatos, é outra entidade que oferece animais para adoção. Como a organização não divulga o endereço do abrigo, os interessados devem entrar em contato por telefone para saber datas e locais das feiras de doação.
Às vezes, o próprio Quintal de São Francisco leva o animal à casa do interessado, que apenas fornece as características do animal que está procurando. "Fazemos coisas que até Deus duvida para conseguir um lar para o animal que já foi abandonado. Pegamos dois ou três, colocamos no carro e vamos até a pessoa", diz o diretor da ONG Eufrate Almeida.
O Quintal só doa os animais depois que eles são vacinados, vermifugados e castrados. A adoção ocorre mediante a assinatura de um termo de responsabilidade, e, além disso, a entidade costuma ligar para os novos donos para monitorar o bem-estar dos bichinhos. "Se acontecer alguma coisa, o animal volta para o abrigo. A posse precisa ser responsável."
Segundo Almeida, um dos fatores que emperra as adoções é a seletividade. No entanto, ele diz que as crianças são menos seletivas. "Elas não têm preferência de raça. Os adultos é que tem preconceito", afirma.
Centro de Controle de Zoonoses (r. Santa Eulália, 86, Carandiru, telefone 0/xx/11/ 6221-9755, ramal 244), de 2ª a 6ª, das 9h às 18h, e aos sábados, das 9h às 16h. Apasfa (r. Santo Eliseu, 272, Vila Maria). Quintal de São Francisco (tel.: 0/xx/11/ 5081-5446)
Leia mais:
Leia mais na Folhinha Online

