11/10/2001
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19h40
da Folha Online
Não é raro ver pessoas que se sentem mais felizes na companhia de seus animais de estimação. Isso pode acontecer por motivos diferentes. A solidão ou a depressão são dois dos principais fatores que levam as pessoas a buscar a convivência desses bichos.
Para quem mora sozinho, o bichinho se torna um amigo, e, às vezes, até parte da família. A pessoa divide o espaço com esses animais e se sente confortável em dar carinho a eles. Chega até a colocá-los para "curtir um som" ou dormir em sua própria cama.
Quem tem temperamento explosivo, do tipo "pavio curto", encontra dificuldade em se relacionar com outras pessoas. O novo companheiro dá a sensação de que se está cuidando de "outra pessoa", sem que isso implique brigas, discussões e cobranças naturais da convivência diária. Essa ligação com o animal chega mesmo a abrandar o mau humor, mudando a imagem da pessoa diante das outras.
O contrário também pode acontecer. Por influência do dono, sempre irritado, o bicho se torna agressivo e não se comporta bem com quem não está presente no seu cotidiano.
Casais sem filhos
Existem casais que não podem ou preferem não ter filhos. Depois de descartada a possibilidade de adotar uma criança, o animal de estimação passa a ser o centro das atenções em casa. Decisões corriqueiras como ir às compras ou viajar passam a depender dele: se é possível levá-lo, se existe alguém com as qualidades necessárias para cuidar bem dele, isto é, que goste de animais e saiba tratá-los.
Terapia
Há casos em que portadores de deficiência, doentes terminais e até mesmo pessoas depressivas também se apegam aos bichos de estimação. Assim como os mais nervosos e agressivos, eles se deparam com barreiras de relacionamento. Seja por piedade, seja por preconceito ou por não saberem lidar com essas situações, familiares, conhecidos e, muitas vezes, até estranhos evitam o contato e acabam se afastando.
O bicho pode ser, nessas ocasiões, a ponte entre tais pessoas e o seu mundo. Quando, por exemplo, alguém vê um deficiente e um cachorro, isso pode facilitar a aproximação. Palavras como "que lindo seu cachorrinho!", por mais simples que sejam, servem de início de uma conversa e não despertam sentimentos negativos.
Outro exemplo é a utilização do cavalo em tratamentos. O animal pode ser aproveitado também na socialização de portadores de deficiência mental ou física, e já existem até mesmo técnicas de fisioterapia com equinos.
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ADRIANA RESENDEda Folha Online
Não é raro ver pessoas que se sentem mais felizes na companhia de seus animais de estimação. Isso pode acontecer por motivos diferentes. A solidão ou a depressão são dois dos principais fatores que levam as pessoas a buscar a convivência desses bichos.
Para quem mora sozinho, o bichinho se torna um amigo, e, às vezes, até parte da família. A pessoa divide o espaço com esses animais e se sente confortável em dar carinho a eles. Chega até a colocá-los para "curtir um som" ou dormir em sua própria cama.
Quem tem temperamento explosivo, do tipo "pavio curto", encontra dificuldade em se relacionar com outras pessoas. O novo companheiro dá a sensação de que se está cuidando de "outra pessoa", sem que isso implique brigas, discussões e cobranças naturais da convivência diária. Essa ligação com o animal chega mesmo a abrandar o mau humor, mudando a imagem da pessoa diante das outras.
O contrário também pode acontecer. Por influência do dono, sempre irritado, o bicho se torna agressivo e não se comporta bem com quem não está presente no seu cotidiano.
Casais sem filhos
Existem casais que não podem ou preferem não ter filhos. Depois de descartada a possibilidade de adotar uma criança, o animal de estimação passa a ser o centro das atenções em casa. Decisões corriqueiras como ir às compras ou viajar passam a depender dele: se é possível levá-lo, se existe alguém com as qualidades necessárias para cuidar bem dele, isto é, que goste de animais e saiba tratá-los.
Terapia
Há casos em que portadores de deficiência, doentes terminais e até mesmo pessoas depressivas também se apegam aos bichos de estimação. Assim como os mais nervosos e agressivos, eles se deparam com barreiras de relacionamento. Seja por piedade, seja por preconceito ou por não saberem lidar com essas situações, familiares, conhecidos e, muitas vezes, até estranhos evitam o contato e acabam se afastando.
O bicho pode ser, nessas ocasiões, a ponte entre tais pessoas e o seu mundo. Quando, por exemplo, alguém vê um deficiente e um cachorro, isso pode facilitar a aproximação. Palavras como "que lindo seu cachorrinho!", por mais simples que sejam, servem de início de uma conversa e não despertam sentimentos negativos.
Outro exemplo é a utilização do cavalo em tratamentos. O animal pode ser aproveitado também na socialização de portadores de deficiência mental ou física, e já existem até mesmo técnicas de fisioterapia com equinos.
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