04/08/2002
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10h43
Frases que demonstram atenção, como "não carregue peso", "não fique na fila" e "não vá pela escada" podem retirar todas as chances de o idoso ser fisicamente ativo. O hábito de sempre poupar as pessoas idosas preocupa os especialistas.
"Cerca de 50% das mudanças que as pessoas associam ao envelhecimento acontecem simplesmente porque o indivíduo não é ativo. Não temos o direito de condenar ninguém ao sedentarismo", diz a médica esportiva Sandra Matsudo.
"As incapacidades se instalam não pelo uso excessivo, mas pelo desuso", afirma a presidente do Centro de Estudos e Pesquisas sobre o Envelhecimento da Faculdade de Saúde Pública da USP, Alice Moreira Derntl.
Subir alguns lances de escada, esperar na fila se equilibrando em um pé só ou assistir de pé à TV por alguns instantes são "exercícios" que podem fazer diferença.
A atividade física programada é benéfica, mas a não-programada também, diz Alice. "Namorar, ir a festas, dançar. As pessoas estão vivendo mais. Isso não interessa, se não houver prazer."
Há 13 anos, além de cuidar sozinha da limpeza de sua casa, Leonor Mulero Marques, 72, faz alongamento e aeróbica duas vezes por semana. Vai e volta a pé do local onde pratica exercícios -uma hora de caminhada.
Sobe escadas, faz compras, carrega peso. "Se mandar jogar bola eu jogo, se mandar correr eu corro. O que vier eu traço." Viúva há quase 30 anos, ela conta que o exercício a deixa feliz. "É uma turma grande, cerca de 30 senhoras. Enchemos o salão."
Mais velhos têm direito a viver de forma ativa
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da Folha de S.PauloFrases que demonstram atenção, como "não carregue peso", "não fique na fila" e "não vá pela escada" podem retirar todas as chances de o idoso ser fisicamente ativo. O hábito de sempre poupar as pessoas idosas preocupa os especialistas.
"Cerca de 50% das mudanças que as pessoas associam ao envelhecimento acontecem simplesmente porque o indivíduo não é ativo. Não temos o direito de condenar ninguém ao sedentarismo", diz a médica esportiva Sandra Matsudo.
"As incapacidades se instalam não pelo uso excessivo, mas pelo desuso", afirma a presidente do Centro de Estudos e Pesquisas sobre o Envelhecimento da Faculdade de Saúde Pública da USP, Alice Moreira Derntl.
Subir alguns lances de escada, esperar na fila se equilibrando em um pé só ou assistir de pé à TV por alguns instantes são "exercícios" que podem fazer diferença.
A atividade física programada é benéfica, mas a não-programada também, diz Alice. "Namorar, ir a festas, dançar. As pessoas estão vivendo mais. Isso não interessa, se não houver prazer."
Há 13 anos, além de cuidar sozinha da limpeza de sua casa, Leonor Mulero Marques, 72, faz alongamento e aeróbica duas vezes por semana. Vai e volta a pé do local onde pratica exercícios -uma hora de caminhada.
Sobe escadas, faz compras, carrega peso. "Se mandar jogar bola eu jogo, se mandar correr eu corro. O que vier eu traço." Viúva há quase 30 anos, ela conta que o exercício a deixa feliz. "É uma turma grande, cerca de 30 senhoras. Enchemos o salão."

