Equilíbrio
05/09/2002 - 08h34

Síndrome do excesso de exercícios afeta crianças

da Folha de S.Paulo

"Poxa, pai, tô cansado... O professor me mandou nadar dez piscinas!" Se o garoto em questão, de nove anos, não fosse filho do fisiologista do movimento Paulo Zogaib, talvez continuasse a encarar as "piscinas" semanais. "O professor percebeu que ele era bom e abusou na hora do treino. Tirei-o da aula", diz Zogaib, com receio do overtraining, síndrome que cresce entre crianças.

Os responsáveis: pais e treinadores afoitos para transformar os pequenos em atletas e a agenda estressante das crianças de hoje. "Elas vão à escola, ao curso de computação, fazem balé, judô, e essa correria pode levar à síndrome", alerta o médico. E, como dificilmente as pessoas associam os sintomas -os mesmos dos adultos- à prática de exercícios, o overtraining passa desapercebido.

"O pai vê o filho irritado, mas não pensa que é pelo excesso de atividade física", diz Fernanda Lima, médica do esporte do HC e da Bio Ritmo. Além disso, criança não gosta de descansar, e o corpo acaba ficando sem o repouso necessário, diz Zogaib.

Leia mais:

  • Excesso de exercício desestabiliza o corpo

  • Veja quais são os sintomas da síndrome do excesso de exercício

  • Faça o teste e descubra se você faz parte do grupo de risco do overtraining

  •  

    FolhaShop

    Digite produto
    ou marca