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21/06/2001 - 11h44

Conheça alguns cafés filosóficos no Brasil

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da Folha de S.Paulo

O primeiro café filosófico "brotou" na praça da Bastilha, em Paris, no final de 1992. Por iniciativa do filósofo Marc Sautet, morto em 1998 aos 51 anos, o Café des Phares passou a hospedar, nas manhãs de domingo, franceses de várias profissões sedentos por interpretar acontecimentos cotidianos à luz da filosofia. Confira abaixo alguns cafés filôs por aqui.

Em São Paulo: o Café Filosófico da Livraria Cultura foi o pioneiro no Brasil. Fundado em agosto de 97 por Olgária Matos, professora de filosofia da USP, e pela jornalista Sônia Goldfeder, chegou a reunir 400 participantes em uma sessão.

Com a saída de Olgária, em 99, o café se distanciou da concepção original, abrindo espaço para debates sobre história da arte e psicanálise. Mas ainda mantém o espírito do Café des Phares, com sessões como a de setembro passado, em que a professora de filosofia da USP Scarlett Marton falou sobre Nietzsche e valores morais.

Cerca de 120 pessoas participam dos debates mensais. A programação pode ser solicitada pelo e-mail imprensa@livcultura.com.br ou pelo tel. 0/xx/11/285-4033.

Desde fevereiro de 2000, a Hebraica também promove cafés filosóficos, mas o evento é aberto só para os sócios e seus convidados. O próximo acontece em agosto. Informações pelo tel. 0/xx/11/3818-8864.

Em Santo André (SP): chamado de Filosofia no Cotidiano, o evento de Santo André (Grande SP) é organizado pela Secretaria de Cultura e pela filósofa Olgária Matos. Desde abril, realiza-se na última quarta-feira do mês, na Casa da Palavra, sempre com um convidado encarregado de conduzir o debate sobre questões do dia-a-dia sob a ótica filosófica. No último café, o professor de filosofia da USP Renato Janine Ribeiro falou sobre a legitimação do direito de desejar. Informações: tel. 0/xx/11/ 4992-7218.

Em Salvador (BA): desde abril de 2000, a versão baiana dos cafés filôs não tem sede própria, mas é realizada religiosamente uma vez por mês. Batizada de Café.filosófico, o evento é dividido em três partes: abertura de 15 min. com apresentação de peças teatrais, poemas e músicas; exposição do palestrante convidado sobre o tema do mês (30 min.) e bate-papo (uma hora). O café itinerante é realizado em universidades, bares, bibliotecas ou espaços culturais.

Leia também:

  • Cafés filosóficos alimentam debates sobre cotidiano
  • Filosofia e história ajudam a entender cotidiano e comportamento

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