12/10/2003
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10h55
do Agora SP
Léo já sabe quem foram Van Gogh e Monet. Como se isso não fosse suficiente para uma criança de 8 anos, sabe diferenciar os trabalhos dos dois pintores por suas características.
O menino Leonardo Busico Barozzi começou a se interessar por história ao acompanhar sua mãe, que é professora, preparando as lições para ensinar em sala de aula.
"Fico impressionado com o interesse dele por esse tipo de assunto. Eu, quando era criança, não pensava nisso", afirma o pai de Léo, o administrador de empresas Marcelo Barozzi, 37 anos. "Na minha época, era diferente. A gente respeitava mais os pais porque não conhecia muita coisa além deles no mundo", analisa Barozzi.
O irmão do garoto, Marcello, 11 anos, acredita que as escolas ensinam "mais coisas". Ele só lamenta não poder brincar na rua, como se fazia antigamente. "Hoje em dia não tem condições. É muito perigoso, não é?", pergunta.
Já para a dona-de-casa Maria Elisa Ferreira Amaral, 40 anos, perceber em que diferiram as duas últimas gerações foi mais fácil. Há 20 anos, ela deu à luz Mariana. Treze anos depois nasceu Caio, hoje com 7 anos. O tempo foi suficiente para que Elisa notasse diferenças de aprendizado entre os dois.
"Tanto ele quanto ela são muito inteligentes, mas sinto que Caio é mais esperto e espontâneo do que Mariana era na idade dele. Ela era mais quieta, pensava duas vezes antes de falar. Ele não: vai direto, na lata", explica a mãe, que credita isso ao fato de Caio ter acesso a informações que a irmã mais velha não tinha quando era criança.
"Em geral, ele se interessa mais pelas coisas. Pega uma página de jornal, seja o assunto que for, e lê de cabo a rabo. Por outro lado, eu acho que a Mariana é mais criativa. Quando criança, ela tinha amiguinhas imaginárias. Já ele não está preocupado com esse tipo de coisa. Só quer saber dos videogames", diz a dona-de-casa.
Especial
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RAQUEL COZERdo Agora SP
Léo já sabe quem foram Van Gogh e Monet. Como se isso não fosse suficiente para uma criança de 8 anos, sabe diferenciar os trabalhos dos dois pintores por suas características.
O menino Leonardo Busico Barozzi começou a se interessar por história ao acompanhar sua mãe, que é professora, preparando as lições para ensinar em sala de aula.
"Fico impressionado com o interesse dele por esse tipo de assunto. Eu, quando era criança, não pensava nisso", afirma o pai de Léo, o administrador de empresas Marcelo Barozzi, 37 anos. "Na minha época, era diferente. A gente respeitava mais os pais porque não conhecia muita coisa além deles no mundo", analisa Barozzi.
O irmão do garoto, Marcello, 11 anos, acredita que as escolas ensinam "mais coisas". Ele só lamenta não poder brincar na rua, como se fazia antigamente. "Hoje em dia não tem condições. É muito perigoso, não é?", pergunta.
Já para a dona-de-casa Maria Elisa Ferreira Amaral, 40 anos, perceber em que diferiram as duas últimas gerações foi mais fácil. Há 20 anos, ela deu à luz Mariana. Treze anos depois nasceu Caio, hoje com 7 anos. O tempo foi suficiente para que Elisa notasse diferenças de aprendizado entre os dois.
"Tanto ele quanto ela são muito inteligentes, mas sinto que Caio é mais esperto e espontâneo do que Mariana era na idade dele. Ela era mais quieta, pensava duas vezes antes de falar. Ele não: vai direto, na lata", explica a mãe, que credita isso ao fato de Caio ter acesso a informações que a irmã mais velha não tinha quando era criança.
"Em geral, ele se interessa mais pelas coisas. Pega uma página de jornal, seja o assunto que for, e lê de cabo a rabo. Por outro lado, eu acho que a Mariana é mais criativa. Quando criança, ela tinha amiguinhas imaginárias. Já ele não está preocupado com esse tipo de coisa. Só quer saber dos videogames", diz a dona-de-casa.
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