23/10/2003
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07h59
"Meu mundo desabou no tribunal. De pai, saí como visitante." Declarações desoladas como essa e o sentimento de desgosto de pais que se vêem privados da convivência dos filhos deflagraram movimentos de ajuda para homens que reivindicam o direito de continuarem a ser pais. Ou seja, de viverem separados do cônjuge, mas não do filho.
No Brasil, já há cerca de dez associações legalizadas que oferecem de apoio psicológico a assistência jurídica. Cada uma é voltada a um tipo de assistência. O aspecto jurídico do divórcio e da guarda dos filhos, por exemplo, é a especialidade do site Pai Legal, que reúne artigos, leis e grupo de discussão on-line. Já a ONG Pais para Sempre fornece informações sobre as vantagens da guarda compartilhada para o equilíbrio emocional da criança e também as características legais do regime. Confira nesta página uma relação de entidades daqui e do exterior.
Foi a perda da guarda do filho, em 1997, que motivou o autor da frase que abre este texto, Carlos Roberto Bonato, a fundar a Apase, uma das entidades pioneiras do gênero.
"Da mesma maneira que precisei de amparo emocional e jurídico, senti que outros também poderiam precisar, daí me empenhei em organizar a Apase." No início, Bonato restringia a participação à entidade apenas para homens. "Depois entendi que o principal motivo de nossa luta é a convivência da criança com ambos os pais", explica, dizendo que mais de 2.000 pessoas já foram ajudadas pela Apase. "Certamente, de 70% a 80% são homens. Porém as mulheres são bem mais participativas."
Assim como os pais lutam pelo direito de conviver com o filho, algumas mães procuram entidades para tentar aproximar o ex-marido de seus rebentos. "De quebra, ainda tentam entender a alma masculina", diz Alfredo Oton de Lima, presidente da Participais e "separado há oito anos de meu filho".
"Depois de nos separarmos, meu ex-marido "fazia o favor" de ver nossos filhos. Procurei a Participais para tentar trazer de volta o relacionamento que ele tinha com as crianças", conta a analista de sistema D.S.F., que não quis se identificar para preservar os filhos e o ex.
Aos poucos, a analista, apoiada pela entidade, mostrou ao ex-marido a importância de sua participação na criação dos filhos. "Não adianta recorrer à Justiça para obrigar o pai a ver seu filho. Isso tem de ser espontâneo, e não uma obrigação."
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da Folha de S.Paulo"Meu mundo desabou no tribunal. De pai, saí como visitante." Declarações desoladas como essa e o sentimento de desgosto de pais que se vêem privados da convivência dos filhos deflagraram movimentos de ajuda para homens que reivindicam o direito de continuarem a ser pais. Ou seja, de viverem separados do cônjuge, mas não do filho.
No Brasil, já há cerca de dez associações legalizadas que oferecem de apoio psicológico a assistência jurídica. Cada uma é voltada a um tipo de assistência. O aspecto jurídico do divórcio e da guarda dos filhos, por exemplo, é a especialidade do site Pai Legal, que reúne artigos, leis e grupo de discussão on-line. Já a ONG Pais para Sempre fornece informações sobre as vantagens da guarda compartilhada para o equilíbrio emocional da criança e também as características legais do regime. Confira nesta página uma relação de entidades daqui e do exterior.
Foi a perda da guarda do filho, em 1997, que motivou o autor da frase que abre este texto, Carlos Roberto Bonato, a fundar a Apase, uma das entidades pioneiras do gênero.
"Da mesma maneira que precisei de amparo emocional e jurídico, senti que outros também poderiam precisar, daí me empenhei em organizar a Apase." No início, Bonato restringia a participação à entidade apenas para homens. "Depois entendi que o principal motivo de nossa luta é a convivência da criança com ambos os pais", explica, dizendo que mais de 2.000 pessoas já foram ajudadas pela Apase. "Certamente, de 70% a 80% são homens. Porém as mulheres são bem mais participativas."
Assim como os pais lutam pelo direito de conviver com o filho, algumas mães procuram entidades para tentar aproximar o ex-marido de seus rebentos. "De quebra, ainda tentam entender a alma masculina", diz Alfredo Oton de Lima, presidente da Participais e "separado há oito anos de meu filho".
"Depois de nos separarmos, meu ex-marido "fazia o favor" de ver nossos filhos. Procurei a Participais para tentar trazer de volta o relacionamento que ele tinha com as crianças", conta a analista de sistema D.S.F., que não quis se identificar para preservar os filhos e o ex.
Aos poucos, a analista, apoiada pela entidade, mostrou ao ex-marido a importância de sua participação na criação dos filhos. "Não adianta recorrer à Justiça para obrigar o pai a ver seu filho. Isso tem de ser espontâneo, e não uma obrigação."
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