Equilíbrio
15/02/2004 - 06h21

Os problemas da doença de pele

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JULIO ABRAMCZYK

Uma empresa americana de pesquisa de mercado entrevistou portadores de psoríase para avaliar o impacto da doença na vida diária desses pacientes. O estudo contou com a colaboração do médico Alan Menter, do Departamento de Dermatologia do Centro Médico da Universidade Baylor, EUA, e o apoio da Academia Americana de Dermatologia.

Os pacientes declararam sentirem-se marginalizados na vida social e que sua doença era, em geral, desconhecida. A psoríase é uma doença da pele, crônica e não-transmissível. Está relacionada à transmissão genética e se caracteriza por erupções avermelhadas na superfície do corpo, predominando nos cotovelos, joelhos, couro cabeludo e tronco.

Na antiguidade, em conseqüência da aparência das lesões, a psoríase era confundida com a hanseníase, uma doença provocada por um bacilo.

Atualmente, graças aos atuais tratamentos, a hanseníase está próxima da
extinção.

O estudo detectou que os efeitos negativos mais fortemente sentidos estão nos portadores de psoríase entre 18 e 24 anos. Nesta fase, a auto-estima e o resultado das relações interpessoais irão influenciar toda a vida desses jovens.

O estudo verificou ainda que familiares e amigos compreendem o que é a afecção. Mas como existe o fator genético na transmissão da doença, 76% dos entrevistados informaram sentirem-se culpados por transmitir a psoríase para seus filhos.
 

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