16/05/2004
-
03h10
Os alunos de medicina da Ulbra (Universidade Luterana do Brasil), em Canoas (RS), aprendem desde o primeiro semestre da faculdade a importância da relação entre mãe e bebê, visitando semanalmente uma família.
Segundo o pedopsiquiatra Salvador Célia, professor da faculdade, os alunos devem estar preparados não só para reconhecer os problemas orgânicos, mas também para captar possíveis problemas emocionais envolvidos nessa relação da criança com seus pais.
O médico, que é consultor do Unicef (órgão da ONU) no Brasil, afirma que as visitas domiciliares ajudam na formação de um profissional mais humano.
A estudante Juliana Roos, 24, concorda. Há dois meses, ela acompanha a mãe adolescente Michele, 15, e seu bebê de sete meses. Além de estar atenta ao desenvolvimento neuropsicomotor do bebê, ela vai observando como a relação da jovem mãe com o filho vai se construindo.
"Apesar da idade, ela é muito amorosa com o filho. E recebe muito apoio da sogra", afirma.
Michele diz que ouve atentamente os conselhos de Juliana. "Vejo ela mais como amiga do que como médica. Sinto-me mais segura sabendo que ela está por perto", afirma.
A adolescente conta que conseguiu amenizar episódios de regurgitação do bebê seguindo as dicas de Juliana.
Mas nem sempre todos os conselhos são seguidos à risca. Neste mês, por exemplo, Juliana disse à mãe que ainda era cedo para colocar o filho no andador. "Ela ouviu, mas não acatou."
Estudantes de medicina visitam famílias
Publicidade
da Folha de S.PauloOs alunos de medicina da Ulbra (Universidade Luterana do Brasil), em Canoas (RS), aprendem desde o primeiro semestre da faculdade a importância da relação entre mãe e bebê, visitando semanalmente uma família.
Segundo o pedopsiquiatra Salvador Célia, professor da faculdade, os alunos devem estar preparados não só para reconhecer os problemas orgânicos, mas também para captar possíveis problemas emocionais envolvidos nessa relação da criança com seus pais.
O médico, que é consultor do Unicef (órgão da ONU) no Brasil, afirma que as visitas domiciliares ajudam na formação de um profissional mais humano.
A estudante Juliana Roos, 24, concorda. Há dois meses, ela acompanha a mãe adolescente Michele, 15, e seu bebê de sete meses. Além de estar atenta ao desenvolvimento neuropsicomotor do bebê, ela vai observando como a relação da jovem mãe com o filho vai se construindo.
"Apesar da idade, ela é muito amorosa com o filho. E recebe muito apoio da sogra", afirma.
Michele diz que ouve atentamente os conselhos de Juliana. "Vejo ela mais como amiga do que como médica. Sinto-me mais segura sabendo que ela está por perto", afirma.
A adolescente conta que conseguiu amenizar episódios de regurgitação do bebê seguindo as dicas de Juliana.
Mas nem sempre todos os conselhos são seguidos à risca. Neste mês, por exemplo, Juliana disse à mãe que ainda era cedo para colocar o filho no andador. "Ela ouviu, mas não acatou."


