Equilíbrio
04/07/2004 - 08h11

São Paulo terá congresso sobre hanseníase

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JULIO ABRAMCZYK
Especial para a Folha de S.Paulo

Cerca de 11 milhões de portadores de hanseníase (lepra) foram considerados curados desde o início da campanha desencadeada pela OMS (Organização Mundial da Saúde), na década de 1990, para a eliminação da doença.

Entretanto, novos casos podem ter o seu diagnóstico postergado, como assinalam os professores Warwick J. Britton e Diana N. Lockwood na revista "The Lancet" (2004;363:1209-19).

Foi o caso, entre 1995 e 1999, de pacientes do Hospital de Doenças Tropicais de Londres, com diagnóstico retardado em 80% dos casos, apesar de anteriormente atendidos por médicos. Atrasar o início do tratamento pode provocar graves conseqüências, como danos em nervos (neuropatia periférica) e incapacidade física.

O Brasil ocupa o segundo lugar no mundo em número de doentes e o primeiro na América Latina, segundo os organizadores do 2º Simpósio Brasileiro de Hansenologia, que acontece em Ribeirão Preto (SP), de 22 a 24 de julho.

A reunião, promovida pela Sociedade Brasileira de Hansenologia, visa colaborar com o Programa de Eliminação da Hanseníase no Brasil do Ministério da Saúde.

A sociedade é o resultado da "Escola de Hansenologia" de São Paulo, com as pesquisas pioneiras como a presença do fator genético relacionado ao teste de Mitsuda (fator N de Rotberg), introduzido pelo professor Abrahão Rotberg.

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