Conheça os métodos mais comuns para avaliar a obesidade
AMARÍLIS LAGE
da Folha de S.Paulo
O IMC (índice de massa corporal) indica, de forma prática e barata, a relação entre o peso e a altura, mas pode ser impreciso, pois não diferencia gordura e massa muscular. Para calculá-lo, basta dividir o peso pela altura ao quadrado.
Resultado:
Até 18,4: Magro
De 18,5 a 24,9: Normal
De 25 a 29,9: Excesso de peso
De 30 a 34,9: Obesidade grau 1
De 35 a 39,9: Obesidade grau 2
40 ou maior: Obesidade grau 3
Circunferência abdominal
Medição do abdômen com uma fita métrica para identificar a gordura abdominal. É um método prático e barato, mas também enfrenta críticas, pois a medida adequada varia de acordo com a etnia.
80 cm: é o valor-limite para a circunferência abdominal em mulheres, no Brasil.
90 cm: é o limite para homens no país. Não há um estudo populacional que corrobore esses dados.
Ultra-sonografia
Adotado rotineiramente em laboratórios, tem sua precisão diminuída quando o paciente é muito pesado. Mede a gordura subcutânea (que recobre todo o corpo), a visceral (que envolve órgãos como o coração) e a hepática, que, em excesso, pode levar à cirrose.
Ressonância magnética e tomografia computadorizada
Esses dois métodos são mais precisos do que o ultra-som, mas também são mais caros. Além disso, a ressonância é considerada muito complexa e demorada. Geralmente, só são capazes de avaliar a gordura corporal de pessoas com até 140 kg.
Dobra cutânea
Esse tipo de medição é feito com um aparelho chamado plicômetro ou adipômetro, que mede o índice de gordura subcutânea. Tem uma boa precisão em pessoas com peso adequado, mas, em obesos, o resultado pode ser falho, pois eles têm muita gordura visceral.
Bioimpedância
Utilizado em diversas academias de ginástica, o aparelho calcula o percentual de gordura de forma barata. Entretanto, esse exame deve ser realizado com cuidado, pois fatores como a prática de exercícios logo antes da medição podem afetar o resultado.
Fontes: ANA DÂMASO, pesquisadora da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo); THOMAS SZEGÖ, presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica no Estado de São Paulo
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Especial
17/04/2008 08h34

