Equilíbrio
24/04/2008 - 09h32

Sucesso da consulta no pediatra depende da boa relação médico-paciente

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IARA BIDERMAN
Colaboração para a Folha de S.Paulo

Quando são os filhos que precisam ir ao consultório, a relação médico-paciente fica um pouco diferente, com a entrada do terceiro (e mais importante) elemento em cena: a criança. Somem-se a isso a ansiedade natural dos pais e as resistências infantis e não falta muito para que o circo seja armado.

Calma. A visita ao pediatra pode ser uma ocasião tranqüila e bem aproveitada. "É um momento que os pais dedicam ao filho, aos seus cuidados", diz Isabel Madeira, presidente do departamento de pediatria ambulatorial da SBP (Sociedade Brasileira de Pediatria). Prepare-se para a ocasião.

1. Na primeira consulta do bebê, leve as informações do pré-natal e os relatórios da maternidade.

2. Se a criança fica o dia inteiro na creche ou na escola, peça o relatório escolar, do qual costumam constar dados como hábitos para dormir e comer, comportamentos etc. Leve também o cardápio que é oferecido no local, para o médico avaliar questões nutricionais e se algum sintoma eventual (como alergia) pode estar relacionado à alimentação.

3. Quando a criança já se comunica verbalmente, seja sincero: se a está levando ao consultório, não diga que vão fazer um passeio. A explicação do que vai ocorrer deve ser breve e simples, de acordo com a idade e a capacidade de compreensão. Não é preciso se estender; o melhor é se limitar a responder às dúvidas que talvez seu filho coloque.

4. Não tente tranqüilizar a criança dizendo que não terá de passar por algum procedimento, como tomar injeção. Se por acaso isso tiver de ser feito, ela perderá a confiança em você e no médico, além de aumentar sua resistência a consultas.

5. Não desqualifique o que a criança sente e expressa, dizendo, por exemplo, "não está doendo". Tranqüilize-a com objetividade, explicando que o procedimento vai demorar só um determinado tempo, que a dor vai passar e assim por diante.

6. Não use a possibilidade de visitas médicas como instrumento de chantagem. Por exemplo, dizer à criança que, se ela não comer ou não se agasalhar, terá de ir ao médico transforma a idéia da consulta em uma ameaça.

7. A consulta pode atrasar. Para que isso não se torne uma fonte de estresse e deixe a criança agitada, controle a sua própria ansiedade. Leve algo para ler e algum passatempo para a criança -pode ser um livro ou o brinquedo preferido.

8. Se for necessário dizer algo que você acha que a criança não deve ouvir, combine isso antes com o médico ou volte depois para conversar com ele. Ficar fazendo gestos ou tentando falar baixinho é algo que a criança percebe e pode deixá-la confusa, assustada ou ansiosa. O melhor é explicar o que está acontecendo até o ponto em que isso não cause sofrimento à criança.

9. Deixe que a criança participe da consulta, respondendo por si própria ao que puder (ou quiser). Mesmo quando a conversa for dirigida aos adultos, a criança deve ficar na sala.

10. Se dois irmãos forem juntos ao consultório, cada um deve ser atendido separadamente, para ter o seu momento de consulta individual.

 

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