07/07/2005
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10h02
Colaboração para a Folha
MARCOS DÁVILA
da Folha de S. Paulo
Ao cruzar um portal de madeira todo esculpido com motivos indianos, a jornalista Adriana Coca, 31, deixa para trás as preocupações cotidianas. Na pousada e escola de ioga Krishna Shakti Ashram, nas cercanias de Campos do Jordão, Adriana segue uma rotina monástica, literalmente. Acompanhada por monges vaisnavas (linha monoteísta do hinduísmo), ela pratica ioga e meditação e participa de cerimônias rituais de devoção. Todas as atividades têm hora certa para começar e são anunciadas por toques de sino.
Os rituais acontecem três vezes ao dia em um templo no alto de um morro. "São ofertados incensos e velas, cantamos mantras, é muito bonito", afirma a jornalista, que segue outro "caminho espiritual", mas não se incomoda em participar. "É uma preocupação com a qualidade de vida independente da linha religiosa. Não faria isso como uma opção de vida, mas tenho essa necessidade de reciclar. É fundamental para sobreviver na cidade sem adoecer."
A escola foi criada pela professora de ioga Regina Shakti, 49, há 15 anos e, desde 92, recebe visitantes, que ficam acomodados em chalés com lareira. "Vou dormir cedo, ouvindo o barulho do rio", diz a jornalista, que normalmente sai do trabalho à 1h da manhã.
Os toques do sino mais esperados são os que anunciam o início das refeições. O cardápio segue a linha lactovegetariana (exclui carnes, mas aceita leite e derivados). Ao lado do prato, um papel traz os versos de um mantra escrito em sânscrito ou bengali. Antes da primeira garfada, todos entoam o mantra, incluindo os cozinheiros.
"A comida é divina. Já tentei ser vegetariana em São Paulo, mas não consegui. Geralmente, meus amigos saem de madrugada do trabalho e vão comer grelhados", diz. "Mesmo assim, alguma coisa a gente leva para o cotidiano. É possível fazer alguns exercícios no chuveiro."
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Rotina monástica deixa para trás preocupações cotidianas
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CRISTINA TARDÁGUILA FERREIRAColaboração para a Folha
MARCOS DÁVILA
da Folha de S. Paulo
Ao cruzar um portal de madeira todo esculpido com motivos indianos, a jornalista Adriana Coca, 31, deixa para trás as preocupações cotidianas. Na pousada e escola de ioga Krishna Shakti Ashram, nas cercanias de Campos do Jordão, Adriana segue uma rotina monástica, literalmente. Acompanhada por monges vaisnavas (linha monoteísta do hinduísmo), ela pratica ioga e meditação e participa de cerimônias rituais de devoção. Todas as atividades têm hora certa para começar e são anunciadas por toques de sino.
Os rituais acontecem três vezes ao dia em um templo no alto de um morro. "São ofertados incensos e velas, cantamos mantras, é muito bonito", afirma a jornalista, que segue outro "caminho espiritual", mas não se incomoda em participar. "É uma preocupação com a qualidade de vida independente da linha religiosa. Não faria isso como uma opção de vida, mas tenho essa necessidade de reciclar. É fundamental para sobreviver na cidade sem adoecer."
A escola foi criada pela professora de ioga Regina Shakti, 49, há 15 anos e, desde 92, recebe visitantes, que ficam acomodados em chalés com lareira. "Vou dormir cedo, ouvindo o barulho do rio", diz a jornalista, que normalmente sai do trabalho à 1h da manhã.
Os toques do sino mais esperados são os que anunciam o início das refeições. O cardápio segue a linha lactovegetariana (exclui carnes, mas aceita leite e derivados). Ao lado do prato, um papel traz os versos de um mantra escrito em sânscrito ou bengali. Antes da primeira garfada, todos entoam o mantra, incluindo os cozinheiros.
"A comida é divina. Já tentei ser vegetariana em São Paulo, mas não consegui. Geralmente, meus amigos saem de madrugada do trabalho e vão comer grelhados", diz. "Mesmo assim, alguma coisa a gente leva para o cotidiano. É possível fazer alguns exercícios no chuveiro."
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