Equilíbrio
16/05/2008 - 14h32

Mastectomia em fase inicial do câncer volta a crescer nos EUA

da Associated Press
da Folha Online

Um número crescente de mulheres com câncer de mama em estágio inicial vem optando pela retirada total do seio. Segundo especialistas norte-americanos, as pacientes têm se mostrado mais propensas a remover toda a mama, em vez de apenas a região afetada.

Um estudo da clínica Mayo, em Rochester (Minnesota), com cerca de 5.500 mulheres mostrou que o número de mastectomias vem crescendo, após um período de queda.

A retirada total do seio foi procedimento padrão até 1990, quando estudos mostraram que mulheres com pequenos focos da doença obteriam melhores resultados com cirurgias menos radicais seguidas de radioterapia. As pacientes passaram então a preferir a conservação da mama, ainda que parcial.

Segundo Julie Gralow, especialista da Universidade de Washington, em Seattle, ainda não é possível precisar os motivos dessa mudança de comportamento. Ela pressupõe haver relação com as novas tecnologias de detecção da doença, que mostram a presença de tumores com eficiência, mas também apontam tantos focos suspeitos que as mulheres preferem remover todo o tecido para evitar o estresse de testes e biópsias constantes.

De acordo com o estudo, em 1997, 45% das pacientes com câncer de mama optaram pela mastectomia. Em 2003, o percentual baixou para 30% e, em 2006, subiu para 43%. O crescimento coincidiu com o aumento do uso da ressonância magnética na clínica. O equipamento é capaz de detectar uma variedade maior de anomalias no tecido mamário do que a mamografia comum, porém pode levar a mais alarmes falsos.

O estudo, liderado por Rajini Katipamula e Matthew Goetz, foi divulgado pela Sociedade Americana de Oncologia Clínica e será apresentado no encontro anual da área, que acontecerá no fim deste mês.

 

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