Espinhas e infertilidade preocupam mulheres com síndrome ovariana
TALIS MAURICIO
do Agora
A idade das mulheres que desenvolvem a Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) é determinante em seus interesses sobre o tratamento.
O ginecologista Luiz Marcos Eiji Shiroma conta que em seu consultório as adolescentes que o procuram com os sintomas da SOP geralmente se preocupam com as espinhas que nascem no rosto e com os pêlos em excesso. Já as mais maduras se queixam por não conseguirem engravidar.
Shiroma procura tranqüilizar as pacientes que têm medo de não serem mães, orientando-as sobre os tratamentos mais adequados e sobre a importância da redução de peso. "É uma das principais medidas. Além de melhorar as chances de ovulação, ajuda na auto-estima das pessoas", afirmou o ginecologista.
Caso o tratamento da SOP não seja mantido, os sintomas podem voltar depois de um determinado tempo. "É uma doença crônica com a qual ela [mulher] vai conviver para o resto da vida reprodutiva."
Para as mulheres que apresentam infertilidade devido à SOP, a ginecologista Clarissa Santiago de Mattos, do Hospital e Maternidade Beneficência Portuguesa de Santo André, recomenda uma medicação que estimule a ovulação dessas pacientes, como o citrato de clomifeno.
A mulher que tem SOP pode ter alterações menstruais. Os episódios acabam ficando espaçosos, com até quatro menstruações por ano.
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