Equilíbrio
22/05/2008 - 09h01

Medos e preocupações evidenciam transtorno de ansiedade em crianças

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ALESSANDRO REIS
da Revista da Hora

Cerca de 10% da população mundial sofre de ansiedade, e as crianças fazem parte desse percentual. O fato, alarmante, tem motivado pesquisas científicas pelo planeta devido à pouca idade de quem sofre com tantas preocupações.

"O surgimento da ansiedade tão precoce se deve, entre outros fatores, à pressão crescente da sociedade pelo amadurecimento mais rápido, queimando etapas importantes", opina a psicóloga infantil Suzy Camacho.

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Ana Carolina, 8, tem preocupações que são imcompatíveis com sua pouca idade, segundo sua mãe, Rita Bullentini, 39
Ana Carolina, 8, tem preocupações que são imcompatíveis com sua pouca idade, segundo sua mãe, Rita Bullentini, 39

Os transtornos de ansiedade, seja em crianças ou adultos, caracterizam-se por medos e preocupações excessivos que causam limitações durante as atividades diárias. De acordo com a psiquiatra Carolina da Costa, do Ambulatório de Ansiedade na Infância e Adolescência do Hospital das Clínicas da USP, os pais devem ficar atentos ao comportamento dos filhos.

"Caso a criança seja muito tímida, exigente ou medrosa e tenha dificuldade de fazer amigos, é preciso fazer uma avaliação médica ou psicológica. A ansiedade pode gerar sintomas físicos, como tremores e dor de barriga, muitas vezes confundidos com outras doenças", alerta, ressaltando que a ansiedade pode evoluir para a depressão.

A economista Rita Bullentini, 39 anos, percebeu alguns sintomas de ansiedade na filha, Ana Carolina, 8. "Ela tem preocupações incompatíveis com sua idade. Já planeja como vai ser sua vida e diz que não quer ter filhos para poder trabalhar. Ela também tem medo de ficar muito tempo longe dos pais", conta a mãe, que não viu necessidade de tratamento. "Ela é sociável e vai muito bem na escola."

Quando o bem-estar da criança fica prejudicado, a alternativa é encaminhá-la para uma terapia, caso já tenha idade suficiente para compreender o problema. "Há casos que necessitam de medicação", opina Suzy Camacho.

 

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