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26/01/2006 - 11h58

Dois novos medicamentos combatem a osteoporose

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FLÁVIA MANTOVANI
da Folha de S.Paulo

Uma doença que afeta em torno de 10 milhões de brasileiros e mata cerca de 40 mil todos os anos cresce com o envelhecimento da população. Principal doença metabólica óssea, a osteoporose é considerada problema de saúde pública --tanto que o período de 2000 a 2010 foi eleito pela Organização Mundial da Saúde como a Década do Osso e da Articulação.

Segundo a IOF (International Osteoporosis Foundation), a osteoporose hospitaliza por mais tempo as mulheres de 45 anos de idade do que o diabetes, o infarto do miocárdio e o câncer de mama. Dados da mesma entidade mostram que um terço das mulheres e um quinto dos homens com idade acima de 50 anos apresentarão fratura relacionada à doença ao longo da vida. A fratura de fêmur, considerada a conseqüência mais séria, causa a morte de cerca de um quinto dos pacientes no primeiro ano.

Além do trio exercícios físicos, alimentação rica em cálcio e exposição moderada ao sol, o tratamento é feito à base de remédios que agem diminuindo a reabsorção do osso ou formando mais massa óssea. Dois novos medicamentos para a doença acabam de ser aprovados pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e chegam ao mercado brasileiro ainda no primeiro semestre.

Um deles, cujo princípio ativo se chama ibandronato de sódio, será de administração mensal --as opções disponíveis atualmente são de periodicidade diária ou semanal. A expectativa é que ele diminua um problema considerado preocupante no caso da osteoporose: o abandono de tratamento. Por raramente provocar dor ou sintomas aparentes --sendo conhecida por isso como "doença silenciosa"--, muitos pacientes desistem dos remédios antes do tempo necessário.

O outro remédio, o ranelato de estrôncio, é uma nova classe terapêutica que promete atuar em duas frentes: além de diminuir a reabsorção de osso, mecanismo de ação da maioria dos medicamentos, aumenta a formação de massa óssea. Hoje, há produtos que atuam apenas por um ou outro mecanismo. "Deve ser mais uma alternativa para mulheres com osteoporose leve e perto da menopausa que não querem tomar hormônio", diz a reumatologista Elaine Azevedo, secretária-geral da Sociedade Brasileira de Osteoporose.

Por enquanto, não há planos de que nenhum dos dois produtos esteja disponível pelo Sistema Único de Saúde. Os dois laboratórios responsáveis pelos remédios --Roche e Servier, respectivamente-- informam que o preço ainda não foi definido, mas que deve ficar na faixa dos outros medicamentos vendidos no mercado --atualmente, o tratamento não fica por menos de R$ 100 por mês.

Segundo a Roche, laboratório fabricante do ibandronato, trata-se do primeiro remédio oral para doenças crônicas no mundo com periodicidade mensal. Um levantamento feito pela IOF com o apoio da empresa mediu a falta de persistência no tratamento em 502 mulheres com osteoporose na pós-menopausa. Os resultados mostraram que até 60% das entrevistadas que tomam remédio contra a doença uma vez por semana e 80% das que tomam uma vez ao dia os abandonaram antes do primeiro ano. Inconveniência (necessidade de tomar os comprimidos em jejum e manter-se ereto por 30 minutos após a ingestão), efeitos colaterais e esquecimento foram os principais motivos citados.

"O ibandronato deve melhorar a aderência dos pacientes e diminuir a freqüência dos efeitos colaterais, que são principalmente gastrointestinais. A tendência em todas as áreas é melhorar a posologia das medicações", diz a endocrinologista Marise Lazaretti Castro, chefe do ambulatório de doenças osteometabólicas da disciplina de endocrinologia da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).

Um medicamento de administração anual que chegará em março ao país para o tratamento da Doença de Paget (outra doença metabólica óssea) está em fase de pesquisa para uso contra a osteoporose. Segundo a Novartis, fabricante, o pedido de autorização para a substância deve ocorrer em 2007.

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