02/03/2006
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11h50
da Folha de S.Paulo
Enquanto o cigarro continua a figurar como um dos grandes vilões das doenças cardiovasculares, dados da pesquisa Corações do Brasil, da SBC, apontaram um salto na proporção de mulheres fumantes no país. Ela passou de 10% para 20,5% da população na última década. Inversamente, a fatia de homens tabagistas caiu de 38% para 28%.
Além do tabagismo, o diabetes, a pressão sangüínea, a idade, o sobrepeso e a obesidade, o sedentarismo e as taxas elevadas de colesterol e triglicérides figuram como os fatores de risco para o desenvolvimento de uma doença cardiovascular, além da hereditariedade. E o ritmo acelerado de vida serve de mola para os estragos na saúde.
"A mulher de hoje anda sem tempo para se cuidar, para se curar e para fazer a manutenção do seu corpo. O estresse interno multiplica o estresse externo, e ela vira um barril de pólvora com o pavio cada vez mais curto", comenta Marcos Sleiman Molina, cardiologista e doutorando em cardiologia pela USP.
"As mais novas fumam mais, os lares e casamentos desfeitos despejam sobre as mais velhas a carga integral da família. Muitas vivem com sinais de depressão incipiente, com o humor prejudicado, sem conseguir ver beleza nas coisas, fadigadas. A doença cardiovascular é a conseqüência matemática disso tudo", completa Molina.
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TATIANA DINIZda Folha de S.Paulo
Enquanto o cigarro continua a figurar como um dos grandes vilões das doenças cardiovasculares, dados da pesquisa Corações do Brasil, da SBC, apontaram um salto na proporção de mulheres fumantes no país. Ela passou de 10% para 20,5% da população na última década. Inversamente, a fatia de homens tabagistas caiu de 38% para 28%.
Além do tabagismo, o diabetes, a pressão sangüínea, a idade, o sobrepeso e a obesidade, o sedentarismo e as taxas elevadas de colesterol e triglicérides figuram como os fatores de risco para o desenvolvimento de uma doença cardiovascular, além da hereditariedade. E o ritmo acelerado de vida serve de mola para os estragos na saúde.
"A mulher de hoje anda sem tempo para se cuidar, para se curar e para fazer a manutenção do seu corpo. O estresse interno multiplica o estresse externo, e ela vira um barril de pólvora com o pavio cada vez mais curto", comenta Marcos Sleiman Molina, cardiologista e doutorando em cardiologia pela USP.
"As mais novas fumam mais, os lares e casamentos desfeitos despejam sobre as mais velhas a carga integral da família. Muitas vivem com sinais de depressão incipiente, com o humor prejudicado, sem conseguir ver beleza nas coisas, fadigadas. A doença cardiovascular é a conseqüência matemática disso tudo", completa Molina.
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