Equilíbrio
08/07/2008 - 09h27

Pesquisa ajuda jovem a se decidir sobre profissão da família

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DENISE BRITO
Colaboração para a Folha de S.Paulo

Por volta dos 17 anos é comum haver várias questões misturadas na cabeça do adolescente junto à necessidade de decidir que curso fazer na faculdade.

Havendo uma atividade predominante na família, seguir por ali pode parecer um caminho natural. "O problema não está no fato de essa escolha ser a mais fácil. É que é saudável pensar em outras possibilidades que tenham a ver com as suas afinidades", opina o psicólogo e orientador profissional André Meller.

"É a hora de investigar a fundo outra profissão de interesse, pesquisar, fazer um curso, conhecer melhor seu dia-a-dia e verificar se há realmente afinidade. Um bom exercício é pensar qual é o seu projeto de futuro. Você tem direito a ter seu próprio projeto."

A pergunta que ele aconselha ao jovem fazer a si mesmo é: tocar o negócio do pai é um desejo meu ou da minha família?

Segundo Meller, é interessante ter experiência na atividade, vivenciar a rotina da empresa e as opções de trabalho existentes ali para verificar o que de fato se gosta ou não.

"A questão não é assumir ou não o negócio, tirar salário e tal. A escolha, na verdade, é de um projeto de vida", diz ele.

Claro que há estilos diferentes de gestão e um sucessor pode imprimir sua marca pessoal à forma de administrar uma empresa. Mas há também limites inerentes às atividades.

"Toda escolha traz riscos embutidos e eles são normais, fazem parte da vida. Sem riscos, a vida fica muito limitada", diz o orientador.

Em vez de simplesmente ceder à pressão externa, vale a pena investir para fazer uma escolha consciente, bem informada e diminuir os riscos.

 

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