Ansiedade exagerada demanda tratamento específico
FABIO GRELLET
TAHIANE STOCHERO
do Agora
Sentir ansiedade é normal: às vésperas de uma prova, durante uma decisão por pênaltis ou em uma entrevista de emprego, por exemplo, todo mundo fica apreensivo. Mas, se a ansiedade atrapalha a rotina, vira doença e é preciso tratá-la.
"Ter cuidado ao dirigir é normal, mas não dirigir por medo de passar mal, assim como ter medo de usar o elevador por achar que vai morrer asfixiado, por exemplo, são exageros típicos de doenças relacionadas à ansiedade", diz Tito Paes de Barros Neto, psiquiatra do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo e autor do livro "Sem Medo de Ter Medo", guia para ajudar vítimas de fobias.
E como saber se a ansiedade é normal ou uma doença? "Quando a ansiedade faz alguém mudar a rotina de forma freqüente, é preciso tratar", diz Marina Balieiro, psicóloga do Hospital Edmundo Vasconcelos, da capital.
A ansiedade exagerada é característica de diversas doenças. A mais comum é a agorafobia, cujas vítimas evitam lugares ou situações em que se sintam embaraçadas.
O transtorno de pânico faz a vítima achar que está prestes a morrer ou a enlouquecer. A fobia social se caracteriza quando a pessoa tem medo de ser avaliado pelos outros. Ela passa a evitar festas, atividades coletivas e outras tarefas que exijam exposição --falar em público, então, nem pensar. Outro distúrbio é a ansiedade generalizada, em que a preocupação exagerada se estende pelo dia inteiro, sem razão consistente.
Os transtornos obsessivos-compulsivos e o transtorno de estresse pós-traumático são outros distúrbios relacionados à ansiedade. Em todos os casos, o tratamento envolve terapia e uso de medicamentos.
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