Estudo liga sono a risco cardíaco em mulheres na menopausa
da Efe, em Washington
As mulheres que já entraram na menopausa e dormem mais do que a média podem correr maior perigo de sofrer um ataque apoplético, revelou hoje um estudo publicado pela revista "Stroke", da Associação de Cardiologia dos Estados Unidos.
Essa conclusão foi extraída de uma pesquisa realizada entre 1994 e 2005 com 93 mil mulheres entre 50 e 79 anos.
Apenas cerca de 5% das mulheres desse grupo disseram que dormiam uma média de nove horas ou mais por noite. Os pesquisadores da Escola de Medicina Albert Einstein, de Nova York, determinaram que nelas o perigo de sofrer com esse tipo de infarto era de 60% a 70% maior do que as mulheres que dormiam uma média de sete horas ou menos.
Os cientistas, que destacaram ter levado em consideração também outros fatores de risco, dizem que essa média de sete horas é o período normal de sono em mulheres dessa idade.
Sylvia Wassertheil-Smoller, epidemiologista da faculdade, indicou que o estudo não estabelece se um menor período de sono reduziria o perigo de ataque em mulheres de idade avançada.
Também não esclarece se as conclusões do estudo são aplicáveis a mulheres e homens mais jovens.
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