Equilíbrio
29/07/2008 - 11h13

Dieta mediterrânea está "agonizante" em sua área de origem, diz ONU

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da Efe, em Roma

O uso da dieta mediterrânea, baseada em frutas e verduras frescas, caiu nos últimos 45 anos e "se encontra em estado agonizante" em sua própria área de origem, segundo um estudo da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO).

O estudo afirma que o sobrepeso e a obesidade aumentaram na região.

O estudo do economista da FAO Joseg Schmidhuber assinala que a dieta mediterrânea tem seguidores no mundo todo, mas "é cada vez mais ignorada na região onde se originou".

O relatório de Schmidhuber foi apresentado em um seminário organizado recentemente pelo California Mediterranean Consortium, formado por sete instituições acadêmicas dos Estados Unidos e pela União Européia a fim de acompanhar os produtos mediterrâneos no mercado mundial.

Diante da dieta, "elogiada pelos especialistas por manter as pessoas magras, saudáveis e longevas", a população às margens do Mediterrâneo utiliza a maior parte de sua renda para somar "grande quantidade de calorias" procedentes de carnes e gorduras.

O maior consumo de calorias e uma menor despesa com elas fizeram com que a Grécia se tornasse o país da União Européia UE com a média mais alta de Índice de Massa Corporal (IMC). Grande parte dos gregos tem sobrepeso ou é obesa.

Mais da metade dos italianos, espanhóis e portugueses sofrem igualmente com sobrepeso, ao mesmo tempo em que foi registrado um notável aumento de calorias e carga glicêmica nas dietas dos moradores do norte da África e do Oriente Médio.

O relatório destaca que nenhum dos países da UE segue a recomendação de que os lipídios não ultrapassem 30% do total da contribuição energética da dieta.

Espanha, Grécia e Itália ultrapassam amplamente esse limite e se transformaram nos maiores consumidores de gorduras na Europa, acrescenta o estudo.

 

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