Ameaça de câncer de pele é maior na América do Norte e em Cuba, diz estudo
da Efe, em Nova York
A América do Norte e Cuba são os lugares do mundo onde o risco de câncer de pele é maior, segundo cálculos publicados pela revista "Forbes", que levou em consideração estatísticas sanitárias e fatores culturais.
"As crenças culturais podem ter um papel importante no ranking por regiões, já que muitos cidadãos da América do Norte ainda tendem a buscar um bom bronzeado", explica a revista em sua edição digital.
Fatores como a latitude do lugar de residência, a pigmentação da pele, o tipo de roupas usadas, os padrões locais de beleza, as crenças e os hábitos de férias podem influenciar as chances de contrair uma doença relacionada à exposição ao sol.
Levando em conta esses fatores e dados da OMS (Organização Mundial da Saúde) sobre o número de doentes com patologias relacionadas aos raios UVA, a publicação considera que os Estados Unidos, Canadá e Cuba formam a região onde as pessoas estão mais expostas a esses riscos.
"Enquanto muitos americanos não conseguem abandonar a idéia de que o tom moreno faz com que pareçam mais saudáveis, em países asiáticos como o Japão e a China isso é muito menos aceitável culturalmente e inclusive está associado a um baixo nível socioeconômico", disse o chefe do Departamento de Dermatologia do fornecedor de serviços sanitários Henry Ford.
Atrás dessa região está o leste europeu, com países como a Hungria, o Cazaquistão e a Rússia.
A terceira região mais perigosa seria a da Europa ocidental, seguida pela área que reúne Austrália, Ásia Pacífico, Ásia do leste, e, finalmente, Ásia central.
O sistema utilizado para elaborar o ranking distorce em parte os resultados, porque faz agrupamento por regiões, e não por países.
Dessa maneira, a região formada por Nova Zelândia, Austrália e Japão não aparece em um lugar tão elevado quanto mereceriam os dois primeiros países separadamente, já que o último deles registra uma incidência muito baixa de problemas relacionados com a pele.
Austrália e Nova Zelândia têm os maiores registros de incidência e mortalidade por melanomas no mundo, já que o risco de desenvolver um tumor desse tipo é, nos dois países, de 1 para cada 24 homens e 1 para cada 34 mulheres com menos de 75 anos.
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