Bebê que mamou até cinco meses adoeceu quando mãe voltou a trabalhar
JULIANA COISSI
da Folha de S.Paulo
Em Guaianases (zona leste de SP), a faxineira Adelma Oliveira de Carvalho, 40, viveu o melhor dos mundos para uma mãe até os cinco meses da filha Isabela. Conseguiu juntar o mês de férias aos quatro meses da licença-maternidade. "Ela era muito gulosa, mamava o dia inteiro."
| Patrícia Stavis/Folha Imagem |
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| Funcionária de um laboratório de remédios, Claudia Giomo pôde levar Júlia, de sete meses, para o trabalho após a licença |
A harmonia terminou quando Adelma teve de voltar ao trabalho. Hoje, a amamentação só acontece às 6h e à meia-noite. Mãe e filha sentiram o peso da "separação".
"Eu fiquei doente e ela também. Eu não conseguia comer, tinha dores de cabeça e meu peito doía muito. Minha filha perdeu um quilo, ficou doentinha."
Claudia Giomo, 34, não passou por isso. Funcionária de um laboratório de remédios, ela pôde levar Júlia, hoje com sete meses, para a creche da empresa assim que terminou a licença-maternidade.
"Quando sinto o leite descer na mama, não passam dez minutos e o pessoal da creche liga para dizer que ela está chorosa, querendo mamar", conta.
A Eurofarma, onde Claudia trabalha, recentemente estendeu a licença-maternidade de quatro para seis meses.
Colaborou RICARDO WESTIN
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