"Barriga de chope" tem causas genéticas e comportamentais
THARSILA PRATES
do Agora
A genética é um dos principais fatores para o crescimento indesejável da barriga, tanto em mulheres quanto em homens. Mas a alimentação, o sedentarismo e o uso excessivo de álcool, principalmente a cerveja, também contribuem para o problema.
Com o avançar da idade, quem já tem predisposição ao problema costuma acumular gordura na região da barriga --a famosa barriguinha de chope. "Por causa dos genes que a pessoa já traz com ela, as chamadas células adiposas vão aumentando de tamanho, 'inchando', aumentando o conteúdo de gordura. Por isso, a barriga aumenta", afirma a endocrinologista Vivian Estefan, do Hospital Professor Edmundo Vasconcelos.
A alimentação inadequada contribui para o acúmulo de gordura, além do consumo excessivo de álcool. Dietas ricas em carnes gordurosas, como a picanha, em laticínios integrais e em gordura trans --aquela presente nos produtos industrializados-- são um perigo para quem quer manter a barriga sarada. "A gordura proveniente desses alimentos acumula na região do abdômen, sendo de difícil remoção", afirma Estefan.
O caso precisa ser tratado quando a pessoa apresenta uma circunferência abdominal acima de 80 centímetros, no caso das mulheres, e acima de 94, no caso dos homens. Além disso, o tratamento é necessário quando a pessoa apresenta IMC (Índice de Massa Corporal) maior que 25 e já sofre de outras doenças, como diabetes, hipertensão e tem colesterol alto. O cálculo do IMC é feito dividindo o peso pelo quadrado da altura (calcule seu IMC).
De acordo com a endocrinologista Estefan, o tratamento envolve primeiro uma readequação alimentar --dieta livre de gorduras-- e a prática regular de exercícios físicos, além de medicamentos específicos prescritos pelo médico.
O medicamento Acomplia, conhecido como pílula antibarriga e que começou a ser vendido no Brasil em abril, não deve ser usado para fins estéticos, ou seja, não pode ser utilizado indiscriminadamente.
"O medicamento é recomendado para quem tem o IMC superior a 30, considerado obeso, e para pessoas com índices entre 27 e 30, já com sobrepeso associado a fatores de risco, como diabetes. Pode ser usado ainda por homens com circunferência abdominal superior a 94 e por mulheres com índice maior que 80", diz Vivian.
É importante procurar ajuda médica porque o acúmulo de gordura na barriga pode ter conseqüências graves: ele é um dos responsáveis pelas doenças ligadas ao sistema circulatório, como infarto e derrame.
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