Esportes competitivos são indicados a partir dos 7 anos, dizem especialistas
LUCIANA BUGNI
da Revista da Hora
A atividade física é sempre bem-vinda, mas, quando o alvo são os pequenos, é preciso ter cautela. Os pais devem ficar atentos aos tipos de exercício e à idade da criança. Os esportes competitivos, como vôlei e futebol, por exemplo, só são indicados a partir dos sete anos para evitar estresse antes do tempo.
Até essa idade, especialistas indicam as atividades sem cobrança de resultados. "É importante estimular o esporte, mas também o sono e a recreação. Isso ajuda a prevenir problemas de saúde na idade adulta", afirma Alessandro Danesi, pediatra do Hospital Sírio-Libanês.
| Marlene Bergamo/Folha Imagem |
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| Esportes competitivos como futebol são indicados apenas a partir dos sete anos de idade, de acordo com especialistas |
De forma leve, a "malhação" infantil pode começar aos seis meses. Nessa idade, o bebê pode freqüentar aulas de natação acompanhado pelos pais. "São os primeiros movimentos dentro da água, totalmente recreativos. Quando tiver entre dois e três anos, os exercícios começam a ser mais específicos, com brincadeiras de iniciação à prática da natação", diz Danesi.
Além das aulas na piscina, até os três anos, os médicos recomendam brincadeiras como jogos de esconder ou pega-pega, que mexem com o corpo, mas sem a pressão da competitividade.
É só depois dos três anos que os pequenos podem ser matriculados em escolinhas esportivas. "Exercícios que fogem dos impactos e da exaustão são positivos. É importante que a criança comece a tomar gosto pela atividade física nessa idade", diz o pediatra.
O balé, por ser uma atividade de baixo impacto, é indicado para crianças acima de três anos e contribui para a socialização. "Não é agressivo, melhora a coordenação e as meninas adoram", acrescenta o pediatra.
Um erro comum das mães é fazer a iniciação precoce do filho nos esportes na esperança de ter um atleta dentro de casa. "Elas sofrem emocional e fisicamente. É uma pressão que não é saudável", alerta o médico.
Apenas aos sete anos o pequeno atleta pode ser direcionado para o esporte com o qual mais se identifica. Segundo o professor de educação física Daniel Suarez, é na escola, aos nove anos, que começam a aparecer os talentos. Suarez, técnico de handebol da Universidade Metodista de São Paulo, afirma ainda apenas por volta dos 13 anos os alunos começam a aprender todas as posições e os movimentos dos esportes para se especializarem, se for o caso.
A publicitária Adriana Silverberg, 36, colocou a filha Marília, 7, na escolinha de esportes há quatro anos. "Ela aprendeu noções de coordenação com muitas brincadeiras lúdicas e, conforme foi crescendo, escolheu as atividades que queria fazer", conta a mãe. Hoje, Marília faz atividade física quatro vezes por semana. "Mas, se tem prova ou muita lição, eu a poupo. É ela quem faz o próprio ritmo", afirma Adriana.
A hora certa para começar
A partir dos seis meses
- As crianças podem dar início à prática de natação recreativa
Dos 2 aos 3 anos
- Dentro da água, são ensinados os primeiros movimentos da natação
- Fora da água, as crianças devem ser submetidas apenas práticas recreativas, como pega-pega
Dos 3 aos 5 anos
- Os pequenos podem ser colocadas em escolinhas de esporte para a prática de atividades físicas recreativas, que estimulam a socialização
- Essas atividades não devem ser competitivas, para não estressarem as crianças
- No início, elas dever durar 30 minutos e podem se estender em até uma hora
- A freqüência adequada é de duas vezes por semana
Dos 6 aos 7 anos
- A atividade na escolinha de esportes é direcionada a esportes coletivos
- São ensinados os fundamentos de cada um deles, o que permite à criança escolher uma modalidade para se dedicar à prática competitiva nos anos seguintes
- Podem durar um pouco mais do que uma hora, e a freqüência pode aumentar para mais de duas vezes por semana se a criança quiser
A partir dos 7 anos
- As crianças escolhem o esporte de sua preferência e têm a possibilidade de mostrar suas habilidades
A partir do 9 anos
- Começam a aparecer os talentos esportivos
Fontes: Daniel Suarez, professor de educação física e técnico de handball da Universidade Metodista de São Paulo e Alessandro Danesi, pediatra do Hospital Sírio-Libanês
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