Equilíbrio
02/03/2009 - 08h49

Pais devem responder perguntas sobre cigarro e drogas com sinceridade e clareza

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da Folha Online

Muitos pais se sentem constrangidos e inseguros ao responder perguntas como "Você já usou drogas?", "Fumar maconha relaxa?", "É melhor fumar cigarro do que maconha?". Mas por mais difícil que isso seja, neste momento, a melhor saída é esclarecer todas as dúvidas das crianças de forma clara e franca.

Divulgação
Livro ensina a se sair bem quando as crianças fazem perguntas desconcertantes
Livro ensina pais a responder perguntas desconcertantes

"Se seus filhos, netos, sobrinhos, alunos ou qualquer outra criança que conheça já estão na faixa etária de 3 a 10 anos, ou estão chegando perto dela, prepare-se: as perguntas virão, e a melhor maneira de respondê-las é com calma e sinceridade".

A afirmação é de Clarice Dall Agnol Casado, autora do livro "E Agora, O Que Eu Respondo?", da editora Panda Books.

No título, Casado ensina as melhores maneiras de responder às perguntas constrangedoras feitas por crianças de todas as idades. De cigarro a drogas, passando por violência, sexo, álcool, morte, palavrões, relações familiares, religião, racismo, preconceito e diferenças sociais, a autora orienta pais e quem lida com crianças a responder as mais diferentes - e embaraçosas - perguntas.

No trecho extraído do livro, é possível aprender como responder perguntas sobre cigarro e maconha.

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É melhor fumar cigarro do que fumar maconha?

Diga de cara que os dois são péssimos. Não há melhor nem pior. Ambos são vícios horríveis que não devem ser incentivados. Tanto o cigarro quanto a maconha causam males terríveis à saúde. Se ainda não tiver falado sobre drogas com seu filho, esse é o momento de começar. Deixe tudo bem claro, explique sobre os tipos de droga e sobre os efeitos da maconha no curto e no longo prazo. A maconha tem como efeitos colaterais boca seca, diminuição da coordenação motora, prejuízo da atenção e da concentração, aumento de apetite e crises de ansiedade. O uso prolongado pode fazer com que a pessoa tenha respostas mais lentas, fique desmotivada, deprimida e com dificuldade de memorização. Há ainda maior risco de infertilidade e câncer de pulmão.

Deponha sempre contra o cigarro, falando dos efeitos colaterais da nicotina, que são: tontura, formigamento, alterações de humor, aceleração dos batimentos cardíacos, aumento da pressão arterial e da freqüência respiratória. Mencione ainda os efeitos do cigarro em longo prazo, como dependência, insuficiência respiratória, asma, bronquite, bem como câncer de pulmão, da boca e da garganta, problemas vasculares e maior risco de enfarte, condições que podem levar à morte.

Faça o que puder para manter seu filho longe desses dois horríveis vícios.

Se dizem que cigarro mata, por que tanta gente fuma?

Em matéria de cigarro, é preciso agir com muita firmeza. Diga logo que cigarro mata mesmo. E que todas as pessoas que ainda continuam fumando são tolas em não deixar esse hábito, pois todas sabem os males terríveis do cigarro para a saúde de quem fuma e dos que estão ao redor do fumante.

Explique que os fumantes continuam com o hábito porque têm um vício, ou seja, há algo no cigarro que os faz querer fumar mais e mais. Contudo, há diversas maneiras de ajudar os fumantes a parar. É difícil fazê-lo, mas vale (e muito) a pena tentar. Quando se trata de saúde e de qualidade de vida, devemos ser categóricos.

Diga à criança que fumar é colocar uma fumaça cheia de coisas ruins para dentro do corpo. Faça toda propaganda negativa que puder contra o cigarro. Precisamos criar uma geração que tenha nojo do cigarro. Hoje ainda vemos muitos adolescentes fumando, o que é uma grande pena. Todos sabem dos malefícios irreversíveis do fumo. Muitos têm alguém na família ou algum amigo que adoeceu gravemente, quase morreu ou faleceu de fato em decorrência do fumo. Portanto, faça com que seu filho ou a criança com quem você convive tenho mesmo ojeriza do cigarro.

Se você for fumante, sei que é muito mais complicado. O que dizer a um filho sobre isso, por exemplo? Pense na saúde dele e lhe diga, mesmo assim: "Sou um bobão por fumar. Sei de todos os males do cigarro, tento parar há tempos e não consigo. Continuarei tentando, pelo bem de nossa família. Você poderia me ajudar nessa, que tal?". É o mínimo que um pai fumante pode dizer a um filho. Em geral, filhos de pais fumantes têm muita raiva de cigarro. Preste atenção nesse detalhe, deve haver em seu meio um caso assim. Eu entendo muito bem o motivo. Imagine viver anos respirando ar enfumaçado.

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"E Agora, O Que Eu Respondo?"
Autora: Clarice Dall Agnol Casado
Editora: Panda Books
Páginas: 128
Quanto: R$ 19,90
Onde comprar: Nas principais livrarias, pelo telefone 0800-140090 ou no site da Publifolha.

 

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