Equilíbrio
25/12/2008 - 17h43

Saiba explicar para as crianças por que as pessoas têm diferentes cores de pele

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da Folha Online

Por que as pessoas não são todas de uma cor só? O que é sexo oral? Você já traiu a mamãe? Adultos que convivem com crianças na faixa de três a dez anos sabem que elas fazem perguntas desconcertantes. A melhor maneira de respondê-las é com calma e sinceridade, tentando dizer sempre a verdade de um modo que a criança entenda e não se assuste.

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Livro ensina como responder todas as perguntas feitas pelas crianças
Livro ensina como responder todas as perguntas feitas pelas crianças

O conselho é da professora Clarice Dall Agnol Casado, autora do livro "E Agora, O que Eu Respondo? - Como Se Sair Bem Quando as Crianças Fazem Perguntas Desconcertantes", da Panda Books, disponível na Livraria da Folha por R$ 19,90.

A autora propõe respostas para perguntas sobre sexo, morte, relações familiares, religião, pedofilia, racismo, diferenças sociais, palavrões, violência, cigarro, álcool, drogas e até abuso sexual.

Veja a sugestão da autora para quando a criança fizer uma pergunta sobre a cor da pele de seus amiguinhos.

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POR QUE AS PESSOAS NÃO SÃO TODAS DE UMA COR SÓ?

As primeiras perguntas relacionadas ao tema preconceito geralmente são sobre cor e raça.

Veja essa história com a qual tive contato. Uma criança comentou com a mãe certa vez que tinha na escola um amiguinho que era "marrom", e que não gostava dele. Na época, a criança tinha 3 anos. A mãe ficou assustada porque jamais tinha feito qualquer comentário racista em casa. Ela insistiu no assunto.

- Mas o que tem a ver ele ser marrom e você não gostar dele?

A criança respondeu, com aquela sinceridade fantástica que lhe é peculiar:

- Eu não gosto porque ele é chato, e não porque ele é marrom.

A mãe ficou aliviada. Não resistiu e fez um comentário final.

- Ah bom, mas chato pode ser qualquer menino, um branco, um marrom, um negro. Não tem nada a ver com a cor dele.

A criança olhou e concordou. E jamais voltou a falar sobre o assunto.

Nessa pequena história pode-se ver bem que não houve preconceito algum por parte da criança. Ela simplesmente notou que o menino tinha uma cor diferente da sua, e comentou com a mãe. O preconceito está na nossa cabeça. Se as crianças falam em diferenças de cor, já ficamos apavorados, com medo de estarmos criando, sem saber, um pequeno racista.

Pois bem, se a criança lhe pergunta o motivo pelo qual as crianças não são todas de uma cor só (não interessando qual a cor que seu filho ou criança próxima dela tenha em mente), diga que o mundo é assim mesmo: brancos, pardos, mulatos, orientais. Independente de sua cor, são todos seres humanos. Diga: "Você pode ter amiguinhos de qualquer cor, eles serão todos seus amiguinhos. Podem ser diferentes no jeito de ser, uns são mais brincalhões, outros mais teimosos, uns mais alegres, uns mais quietos, mas são todos como você. A cor da pele da pessoa não muda nada em sua vida, e devemos aprender a respeitar todos os amiguinhos, não interessando essa diferença. Pense bem: qual seria a graça se você pegasse uma caixa de lápis de cor e só tivesse azul? Ou só amarelo? Você não poderia nunca fazer desenhos bem coloridos, só desenhos iguaizinhos, chatinhos. Da mesma maneira, se seus amigos e as pessoas do mundo fossem todos iguais, da mesma cor, imagine que chato seria!".

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"E Agora, O que Eu Respondo? - Como Se Sair Bem Quando as Crianças Fazem Perguntas Desconcertantes"
Autor: Clarice Dall Agnol Casado
Editora: Panda Books
Páginas: 128
Quanto: R$ 19,90
Onde comprar: pelo telefone 0800-140090 ou no site da Livraria da Folha

 

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