Celulite pode ser amenizada a tempo da "prova do biquíni"
REBECA DE MORAES
Colaboração para a Folha Online
Uma das maiores inimigas das mulheres (mesmo as magras), a celulite se transforma em uma preocupação real no verão, quando biquínis e maiôs põem os corpos à prova na praia. Mesmo em cima da hora, dá tempo de diminuir o problema --mas deixe de lado os "milagres" e o excesso de expectativa.
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Neste momento, os populares cremes não são o bastante. Eles não operam o "milagre" desejado e são sempre coadjuvantes no tratamento à celulite. "Com eles, as melhorias são pequenas e pouco visíveis. Só fazem diferença para quem tem o problema em estágio inicial, quando há pouca gordura acumulada", explica Denise Steiner, dermatologista e coordenadora do departamento de cosmiatria da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).
A medicina define a celulite em quatro níveis. O primeiro corresponde ao acima citado, que pode melhorar com o uso de cremes específicos (à base de cafeína e ácido retinóico, por exemplo), enquanto o quarto é aquele em que há nódulos visíveis à distância.
"Quem precisa solucionar rápido o problema deve, em primeiro lugar, diminuir a ingestão de leites e derivados e sal, pois ambos retêm muito líquido", diz Andréia Mateus, dermatologista e membro da SBD. Um médico especialista pode ajudar no tratamento receitando remédios fitoterápicos, com ativos como vitamina C, castanha-da-índia e aminoácidos, que colaboram na queima de gordura localizada.
Tratamentos específicos
Os hormônios femininos são os principais responsáveis pela retenção de água no corpo e pela má nutrição celular, que acabam gerando a celulite. E, já que os hormônios são comuns a todas as mulheres, pode-se dizer que ninguém está livre desses furinhos na pele. "Quase 100% das mulheres em idade adulta apresentam este problema", destaca Denise.
De olho nessa demanda, a medicina apresenta hoje vários tratamentos para cuidar da celulite. O mais conhecido deles é a drenagem linfática, um tipo de massagem manual específica para combater a retenção de líquidos do corpo. Cada sessão custa, em média, R$ 60.
Quem prefere usar aparelhos em clínicas especializadas tem como opções o Ultracontour, que utiliza sistema de ultra-som para atingir o tecido gorduroso, ou aparelhos de radiofreqüência, que emitem ondas de calor que atuam no colágeno da pele, drenam os líquidos e combatem as células de gordura. O preço é salgado: cada aplicação pode custar entre R$ 500 e R$ 1.200, dependendo da clínica e do tamanho da área afetada.
Em longo prazo, outras medidas podem ajudar a prevenir e tratar o problema. A alimentação está no centro delas, ao lado da prática de exercícios. Uma dieta equilibrada, com menos alimentos industrializados e menor consumo de álcool, vai ajudar na "prova do biquíni" neste e nos próximos verões.
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