29/10/2001
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14h04
Embora o total de casos de Aids entre homossexuais esteja estabilizado nos últimos anos, o Ministério da Saúde registra uma tendência de aumento dos casos entre jovens de 15 a 24 anos. "Há um discreto, porém perceptível, crescimento de casos de Aids entre homossexuais jovens", afirma Paulo Teixeira, 52, diretor do Programa Nacional de Aids.
De acordo com dados do ministério, em 1993 foram registrados 415 casos entre jovens homossexuais. Em 1998, último ano a ter os dados completamente totalizados, foram 481 casos -um aumento de 16%. Entre os homossexuais com mais de 24 anos, o crescimento foi de 10% no mesmo período.
Segundo Teixeira, o que mais preocupa não são os números globais relativos ao homossexualismo, mas a mudança da proporção de quem adoece. Há cinco anos, era maior a proporção de pessoas maduras que apresentavam a doença. Hoje, a maioria dos que adoecem é formada por jovens.
Para Teixeira, as possíveis causas desse aumento são comportamentais. "Trata-se de uma geração que entrou em atividade sexual já sob os auspícios da camisinha. No entanto não viveu pessoalmente o drama da doença, ocorrido de maneira muito forte até seis anos atrás", diz. "A isso se juntam as boas notícias: o tratamento com o coquetel está dando bons resultados, transformando a Aids numa doença crônica e mantendo as pessoas com boa qualidade de vida. Então, supõe-se que esse clima de otimismo também faça as pessoas se preocuparem menos com a questão da prevenção."
Para esses jovens, o Ministério da Saúde está preparando uma campanha específica de prevenção que terá início em novembro. "É uma campanha de corpo-a-corpo, com parcerias com organizações não-governamentais, pois as campanhas de massa não são eficazes nesses casos", afirma Teixeira.
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da Folha de S.PauloEmbora o total de casos de Aids entre homossexuais esteja estabilizado nos últimos anos, o Ministério da Saúde registra uma tendência de aumento dos casos entre jovens de 15 a 24 anos. "Há um discreto, porém perceptível, crescimento de casos de Aids entre homossexuais jovens", afirma Paulo Teixeira, 52, diretor do Programa Nacional de Aids.
De acordo com dados do ministério, em 1993 foram registrados 415 casos entre jovens homossexuais. Em 1998, último ano a ter os dados completamente totalizados, foram 481 casos -um aumento de 16%. Entre os homossexuais com mais de 24 anos, o crescimento foi de 10% no mesmo período.
Segundo Teixeira, o que mais preocupa não são os números globais relativos ao homossexualismo, mas a mudança da proporção de quem adoece. Há cinco anos, era maior a proporção de pessoas maduras que apresentavam a doença. Hoje, a maioria dos que adoecem é formada por jovens.
Para Teixeira, as possíveis causas desse aumento são comportamentais. "Trata-se de uma geração que entrou em atividade sexual já sob os auspícios da camisinha. No entanto não viveu pessoalmente o drama da doença, ocorrido de maneira muito forte até seis anos atrás", diz. "A isso se juntam as boas notícias: o tratamento com o coquetel está dando bons resultados, transformando a Aids numa doença crônica e mantendo as pessoas com boa qualidade de vida. Então, supõe-se que esse clima de otimismo também faça as pessoas se preocuparem menos com a questão da prevenção."
Para esses jovens, o Ministério da Saúde está preparando uma campanha específica de prevenção que terá início em novembro. "É uma campanha de corpo-a-corpo, com parcerias com organizações não-governamentais, pois as campanhas de massa não são eficazes nesses casos", afirma Teixeira.
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