Crise global faz empresários dormirem menos, diz pesquisa
da Efe, em Bruxelas
Os diretores de empresas dormem 19% menos que as oito horas recomendadas, e 40% deles atribuem isso à crise econômica, segundo um estudo publicado hoje pela companhia holandesa Philips.
A pesquisa, elaborada em cinco países (Holanda, Reino Unido, Alemanha, Estados Unidos e Japão) aponta que são os americanos os mais propensos a perder horas de sono devido ao estresse no trabalho.
Dos procurados pela pesquisa nos EUA, 30% atribuíram a alteração de suas horas de descanso a esse motivo, contra 12% registrados na Holanda, país menos exposto.
Os holandeses são também os que mais dormem, 24% mais que outras nacionalidades.
Na Alemanha, Reino Unido e Japão, sofrem de insônia ou dormem poucas horas devido ao trabalho 27%, 24% e 20% dos questionados, respectivamente.
A maioria dos entrevistados (61%) reconheceu que seu já trabalho foi afetado por uma noite de sono incompleta.
Segundo os dados da Philips, não descansar o suficiente se traduz em perdas milionárias para as companhias, já que repercute no rendimento de 6,2 dias de trabalho de média ao ano.
No Reino Unido, onde a média chega a 6,7 dias ao ano, se calcula uma perda de 850 libras (US$ 1.150) por empresário, o que custa à economia britânica perto de 3,630 bilhões de libras (US$ 5,555 bilhões) anuais.
"Dormir não é opcional. É crucial para a saúde", afirma o diretor médico da Philips, David White, que afirma que não descansar o suficiente pode provocar aumento de peso, diabetes e até infartos.
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