Equilíbrio
22/05/2009 - 07h36

No Brasil, 38 municípios oferecem atividades orientais gratuitamente

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ANGELA PINHO
da Folha de S.Paulo, em Brasília
MATHEUS PICHONELLI
da Agência Folha

Depois de ganharem as academias, exercícios físicos de origem oriental chegam ao sistema público de saúde. Práticas como ioga, meditação e tai chi chuan são oferecidas por ao menos 38 prefeituras do país, segundo levantamento do Ministério da Saúde realizado em 4.033 municípios em 2008.

Carmem de Simoni, coordenadora da Política Nacional de Práticas Integrativas do ministério, justifica a oferta dessas atividades porque, além de o exercício fazer bem à saúde, elas trabalham com respiração e socialização, o que traz impactos positivos para a saúde.

Na cidade de São Paulo, o fenômeno é recente, conta Tazue Hara Branquinho, coordenadora da área técnica das Medicinas Tradicionais e Práticas Integrativas em Saúde. Teve início em 2001 e hoje está em 385 unidades básicas de saúde, quase três quartos do total.

A prática mais presente, em 224 UBS, é a ginástica "lian gong", que promete melhorar a postura e tratar dores e inflamações. Em Suzano (Grande São Paulo), a prefeitura oferece a atividade há 12 anos e atende cerca de 1.500 pessoas. Hipertensão, sobrepeso e diabetes são alguns dos problemas mais comuns entre os pacientes.

A pensionista Ângela Aparecida de Oliveira, 62, diz ter controlado a hipertensão desde que começou a ginástica. "Tinha tontura e indisposição. Achava que era da idade, mas vi que era falta de exercícios para a postura e a respiração." Antes de iniciar a terapia, Oliveira ia ao médico todo mês. As visitas, diz, foram substituídas por aulas de dança e caminhadas.

O projeto consome em Suzano R$ 120 mil dos R$ 70 milhões anuais da saúde, diz a secretária municipal da pasta, Célia Bortoletto.

 

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