Hipertensão e gravidez gemelar são principais causas de prematuridade
CLÁUDIA COLLUCCI
da Folha de S.Paulo
A hipertensão na gravidez e as gestações de bebês múltiplos têm sido as principais causas de nascimentos de prematuros. Também entram nas estatísticas cardiopatias, diabetes, disfunção da tireoide, trombose vascular, doenças hepáticas e renais.
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Graças à tecnologia de última geração nas UTIs neonatais e de equipes médicas treinadas tem sido cada vez mais comum a sobrevivência de bebês prematuros extremos, assim como Arthur.
O grande desafio, porém, é uma sobrevivência sem sequelas. "O que mais preocupa é o desenvolvimento neurológico. O Arthur tem sido acompanhado com relação ao aprendizado e às atividades compatíveis com a idade dele e está até acima do esperado", afirma o ginecologista Alberto D'Auria, do Grupo Maternidades Santa Joana, ao qual a instituição onde Arthur nasceu pertence.
Hoje existem exames que avaliam o potencial risco de o bebê nascer de forma prematura, como um teste que detecta a presença de uma proteína (a fibronectina) na secreção vaginal.
O dispositivo, indicado para ser utilizado entre a 22ª e a 35ª semana de gestação, serve para orientar a conduta do obstetra informando se o parto será eminente -nas duas semanas seguintes.
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