Criança doente sem plano de saúde tem 60% mais chance de morrer, diz estudo
da France Presse, em Washington
A falta de cobertura médica adequada pode ter contribuído para a morte de 17 mil crianças nos Estados Unidos ao longo da últimas duas décadas, segundo um estudo do Centro Infantil Johns Hopkins.
O documento, que será publicado na sexta-feira (30) no "Journal of Public Health", foi compilado de mais de 23 milhões de fichas médicas de 37 estados entre 1988 e 2005. Segundo as conclusões, as crianças sem plano de saúde têm muito mais probabilidades de sucumbir às doenças que aquelas que têm cobertura.
"Se você é uma criança sem cobertura, se fica gravemente doente e termina no hospital, tem 60% a mais de possibilidades de morrer que uma criança enferma ao lado que tem plano de saúde", afirma Fizan Abdullah, coordenador do estudo e cirurgião pediátrico no Hopkins.
Com cerca de 7 milhões de crianças nos Estados Unidos sem cobertura médica atualmente, o problema deve ser tratado imediatamente, destaca o informe.
"Em um país tão rico como o nosso, a necessidade de dar uma cobertura médica às milhões de crianças que não a possuem não é um imperativo econômico, e sim moral", declarou Peter Pronovost, diretor de atendimento médico crítico no Johns Hopkins.
O estudo é divulgado no momento em que os Estados Unidos se encontram em meio a um intenso debate sobre o aumento do acesso aos planos de saúde.
O presidente Barack Obama deseja que o Congresso aprove uma reforma até o fim do ano para cumprir uma promessa de campanha de dar cobertura médica a 47 milhões de americanos, 15% da população, que até o momento não contam com nenhuma cobertura médica.
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