Equilíbrio
10/11/2009 - 07h55

Depilação a laser sem dor gera disputa entre equipamentos

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MARY PERSIA
da Folha Online

O ringue está armado nas clínicas de estética. Está cada vez mais perto da realidade o sonho de depilação a laser sem dor --e dois equipamentos disputam a preferência de profissionais e clientes.

Depilação "definitiva" dura seis meses

O desafiante é o Soprano, que nos últimos anos vem tentando tirar o trono do LightSheer, já consagrado e que agora chega ao Brasil na versão Duet, com o sistema a vácuo.

Ambos foram defendidos e demonstrados no 2º Simpósio Nacional de Cosmiatria e Laser da SBD (Sociedade Brasileira de Dermatologia), que aconteceu no último fim de semana no Rio de Janeiro.

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Soprano tem ponteira e fluência de energia menores que provocam menos dor e requerem mais "passadas" em uma mesma área
Soprano tem ponteira e fluência de energia menores que provocam menos dor e requerem mais "passadas" em uma mesma área

O LigthSheer Duet, no país há dois meses, tem um dispositivo que atua como uma ventosa. "O vácuo aproxima o folículo piloso e concentra a energia apenas no pelo", explica Mônica Azulay, professora responsável pelo setor de Dermatologia Cosmética da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro). "Este é um aparelho já consagrado e agora o paciente não tem o menor desconforto."

Enquanto a ponteira (parte do equipamento que entra em contato com a pele) do LightSheer Duet fica parada durante os disparos de laser, a do Soprano, menor, fica em movimento. Isso porque este aparelho tem uma fluência de energia mais baixa (o que gera menos dor) e requer mais "passadas".

Um estudo publicado na edição deste mês do "Journal of Drugs in Dermatology" comparou essas duas tecnologias de depilação a laser de diodo --a de baixa fluência e alta repetição (Soprano) contra a de alta fluência e baixa repetição (LightSheer, em versão original), ambas em seu modo máximo de operação.

O médico canadense Martin Braun selecionou 33 mulheres que se dispuseram realizar o procedimento nas duas pernas, uma para cada equipamento, em cinco sessões, com intervalos de seis a oito semanas. Seis meses após a última sessão, comparou os pelos restantes com a quantidade inicial.

Entre as 25 que completaram o estudo (uma foi queimada com o LightSheer e outras simplesmente desistiram), foi constatado que a redução de pelos foi de 86% para o Soprano e 91% para o LightSheer. O resultado foi favorável ao Soprano no quesito dor: em uma escala de 1 a 10, ficou na média de 3 para as participantes, contra 5 do concorrente --o único a obter registros pontuais de altos níveis de dor (9 e 10). Ao final, mais de 90% disseram que o Soprano é menos doloroso, comparado ao LightSheer original (disponível em grande parte das clínicas brasileiras), não à nova versão com ponteira de vácuo.

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LightSheer Duet possui sistema de vácuo na ponteira que reduz a dor na hora da ativação do laser
LightSheer Duet possui sistema de vácuo na ponteira que reduz a dor na hora da ativação do laser

"A dor sempre foi um problema. Muitas mulheres desistem do tratamento", diz Braun. "Já usei praticamente todos os lasers e o Soprano quebra esses paradigmas."

Roberta Bibas também vê o aparelho como uma boa escolha. "A única área em que precisamos de mais sessões é a axila, talvez porque o folículo seja mais profundo nessa região", diz a dermatologista. Nesse caso, ela associa diferentes modalidades de atuação do aparelho para um resultado satisfatório.

Vale lembrar que, para maior segurança, o procedimento deve ser realizado por um dermatologista. "Ele estudou a pele e entende do assunto. Se acontecer algum problema, é ele quem vai saber resolver", diz Alexandre Filippo, coordenador do Departamento de Laser da SBD.

Mary Persia viajou ao Rio a convite da SBD

 

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