28/02/2002
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08h34
Existem duas formas de tentar bloquear a miniaturização dos fios e propiciar o crescimento de novos: medicamentos e cirurgia. Entre os remédios, ambos aprovados pelo Food and Drug Administration (FDA) e pelo Ministério da Saúde, estão a substância finasterida, um inibidor da enzima 5-alpha-redutase tipo 2, de uso oral (liberado para uso no Brasil há pouco mais de três anos); e o minoxidil, que, estima-se, tem propriedades de duplicação celular e é de uso tópico (no mercado há mais de 20 anos).
Segundo o dermatologista Valcinir Bedin, entre as pessoas que utilizam os dois medicamentos simultaneamente, cerca de 30% conseguem pouquíssima ou quase nenhuma alteração. Dos outros 70%, uma minoria (30%) apresenta crescimento de novos fios e, para a maioria (70%), a miniaturização é estacionada.
A finasterida é o medicamento mais usado e mais eficiente no combate à progressão da calvície. Estudo divulgado noanos de uso do remédio houver melhora, a pessoa passará a tomá-lo para sempre. Do contrário, a calvície, que é progressiva, vai evoluir. Existem cinco medicamentos cujo princípio ativo é a finasterida. Os preços vão de R$ 70 a R$ 100.
Já o minoxidil não apresenta tantos benefícios e causa algumas controvérsias. Estima-se que ele tenha o efeito de duplicador celular, mas é temporário. "Dura cerca de quatro, cinco meses", diz Bedin, e não faz nascer novos folículos, mas atua nos já existentes, que estão em processo de enfraquecimento.
"O que ele faz é promover o aparecimento de pêlos, que causam uma ilusão de volume, mas não são de fato cabelos saudáveis", diz o cirurgião plástico Milton Peruzzo. De 2% a menos de 15% dos homens tratados com minoxidil tiveram discretos benefícios, diz Peruzzo. O preço médio do medicamento é R$ 50.
Para fazer nascer cabelo, só mesmo o microtransplante capilar. A cirurgia consiste na implantação, na região calva, de fios retirados da nuca (a chamada área O cirurgião retira um fragmento de courocabeludo, que mede, aproximadamente, 15 cm x 1,5 cm, e faz uma pequena sutura.
Em seguida, o médico prepara os folículos para que o implante fique com a aparência semelhante à do couro cabeludo original. Assim, dizem os especialistas, evita-se aquele efeito de cabelo de boneca. Após seis ou oito meses, o resultado já aparece: os cabelos crescem, em média, 1 cm por mês nos homens e 1,5 cm nas mulheres.
A cirurgia dura cerca de seis horas e é feita com anestesia local. O pós-operatório, em geral, é tranquilo, com possíveis dores na região da nuca, de onde foram retirados os fios, e sangramentos. "Mas nada que um analgésico e um antibiótico simples não resolvam", diz a dermatologista Ediléia Bagatin, da Unifesp.
Sobre a eficácia do tratamento, ela depende, em primeiro lugar, do grau de calvície. Um careca na fase 5, por exemplo, dificilmente vai obter resultado satisfatório com uma (concentração de fios por milímetro quadrado). Se necessário, os especialistas recomendam um número máximo de cinco microtransplantes. O preço da cirurgia varia de R$ 4.000 a R$ 8.000.
Soluções paliativas
Elas disfarçam a careca, trazendo benefício estético, mas não impedem o crescimento da calvície. O entrelaçamento é uma dessas soluções. Uma tela de silicone, sobre a qual estão afixados cabelos naturais, é presa nos cabelos da parte lateral da cabeça.
A cada ano, aproximadamente, essa prótese precisa ajustada, porque vai "descolando" conforme crescem os cabelos onde está afixada. O uso das tradicionais perucas, algumas feitas de cabelo natural, sobrevive. Há também quem se satisfaça com tinturas que criam a ilusão de fios mais grossos.
Porém o cirurgião plástico Milton Peruzzo alerta para o risco de alergias causadas por esses produtos, assim como desenvolvimento de oleosidade no couro cabeludo e desgaste -no caso das próteses- dos fios laterais.
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Medicamentos e cirurgias são os tratamentos mais eficazes
da Folha de S.PauloExistem duas formas de tentar bloquear a miniaturização dos fios e propiciar o crescimento de novos: medicamentos e cirurgia. Entre os remédios, ambos aprovados pelo Food and Drug Administration (FDA) e pelo Ministério da Saúde, estão a substância finasterida, um inibidor da enzima 5-alpha-redutase tipo 2, de uso oral (liberado para uso no Brasil há pouco mais de três anos); e o minoxidil, que, estima-se, tem propriedades de duplicação celular e é de uso tópico (no mercado há mais de 20 anos).
Segundo o dermatologista Valcinir Bedin, entre as pessoas que utilizam os dois medicamentos simultaneamente, cerca de 30% conseguem pouquíssima ou quase nenhuma alteração. Dos outros 70%, uma minoria (30%) apresenta crescimento de novos fios e, para a maioria (70%), a miniaturização é estacionada.
A finasterida é o medicamento mais usado e mais eficiente no combate à progressão da calvície. Estudo divulgado noanos de uso do remédio houver melhora, a pessoa passará a tomá-lo para sempre. Do contrário, a calvície, que é progressiva, vai evoluir. Existem cinco medicamentos cujo princípio ativo é a finasterida. Os preços vão de R$ 70 a R$ 100.
Já o minoxidil não apresenta tantos benefícios e causa algumas controvérsias. Estima-se que ele tenha o efeito de duplicador celular, mas é temporário. "Dura cerca de quatro, cinco meses", diz Bedin, e não faz nascer novos folículos, mas atua nos já existentes, que estão em processo de enfraquecimento.
"O que ele faz é promover o aparecimento de pêlos, que causam uma ilusão de volume, mas não são de fato cabelos saudáveis", diz o cirurgião plástico Milton Peruzzo. De 2% a menos de 15% dos homens tratados com minoxidil tiveram discretos benefícios, diz Peruzzo. O preço médio do medicamento é R$ 50.
Para fazer nascer cabelo, só mesmo o microtransplante capilar. A cirurgia consiste na implantação, na região calva, de fios retirados da nuca (a chamada área O cirurgião retira um fragmento de courocabeludo, que mede, aproximadamente, 15 cm x 1,5 cm, e faz uma pequena sutura.
Em seguida, o médico prepara os folículos para que o implante fique com a aparência semelhante à do couro cabeludo original. Assim, dizem os especialistas, evita-se aquele efeito de cabelo de boneca. Após seis ou oito meses, o resultado já aparece: os cabelos crescem, em média, 1 cm por mês nos homens e 1,5 cm nas mulheres.
A cirurgia dura cerca de seis horas e é feita com anestesia local. O pós-operatório, em geral, é tranquilo, com possíveis dores na região da nuca, de onde foram retirados os fios, e sangramentos. "Mas nada que um analgésico e um antibiótico simples não resolvam", diz a dermatologista Ediléia Bagatin, da Unifesp.
Sobre a eficácia do tratamento, ela depende, em primeiro lugar, do grau de calvície. Um careca na fase 5, por exemplo, dificilmente vai obter resultado satisfatório com uma (concentração de fios por milímetro quadrado). Se necessário, os especialistas recomendam um número máximo de cinco microtransplantes. O preço da cirurgia varia de R$ 4.000 a R$ 8.000.
Soluções paliativas
Elas disfarçam a careca, trazendo benefício estético, mas não impedem o crescimento da calvície. O entrelaçamento é uma dessas soluções. Uma tela de silicone, sobre a qual estão afixados cabelos naturais, é presa nos cabelos da parte lateral da cabeça.
A cada ano, aproximadamente, essa prótese precisa ajustada, porque vai "descolando" conforme crescem os cabelos onde está afixada. O uso das tradicionais perucas, algumas feitas de cabelo natural, sobrevive. Há também quem se satisfaça com tinturas que criam a ilusão de fios mais grossos.
Porém o cirurgião plástico Milton Peruzzo alerta para o risco de alergias causadas por esses produtos, assim como desenvolvimento de oleosidade no couro cabeludo e desgaste -no caso das próteses- dos fios laterais.
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