25/03/2002
-
12h32
Um corpo perfeito, esculpido em horas e horas de malhação, é um sinônimo inequívoco de saúde, certo? Nem sempre. Em muitos casos, o processo para alcançar a perfeição física, exigida para se encaixar nos padrões de beleza de hoje, tem por fundo sérios problemas de auto-imagem, que são mais intensos na adolescência.
Na prática, esse problema de percepção se traduz em dois comportamentos que preocupam os médicos: o excesso na prática de atividades esportivas e o uso de esteróides anabolizantes, GH (hormônio do crescimento) e suplementos alimentares.
Os dois fenômenos são comumente associados aos homens, mas têm aumentado entre as garotas.
"Com o culto ao corpo e à beleza, as mulheres também começam a tomar anabolizantes, GH (hormônio de crescimento) e suplementos. Existe um mercado negro nas academias", diz Fábio Augusto Caporrino, 35, ortopedista do Centro de Traumatortopedia do Esporte da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), que realizou uma pesquisa com 247 praticantes de musculação para verificar as lesões mais frequentes e o uso das "bombas".
Considerados drogas, os anabolizantes e o GH têm seu uso para fins estéticos condenado pelos médicos.
O endocrinologista Márcio Mancini, 39, do grupo de obesidade e doenças metabólicas do Hospital das Clínicas da USP (Universidade de São Paulo), diz que o uso de anabolizantes por mulheres tem um efeito masculinizante.
Mesmo assim, por causa de seu preço, é o mais usado pelas mulheres. Uma alternativa para as garotas, igualmente condenada, seria o uso do GH, que não deixa as mulheres masculinizadas. Contudo o GH também causa efeitos colaterais severos e ainda não existem estudos sobre as consequências do uso prolongado do hormônio sem necessidade.
Leia mais:
Distúrbios alimentares crescem entre jovens e ganham exposição na TV
Espelho meu, existe alguém mais gorda do que eu?
Garoto fez dieta rigorosa e se tornou vítima de anorexia
Corpo malhado nem sempre é sinônimo de vida saudável
da Folha de S.PauloUm corpo perfeito, esculpido em horas e horas de malhação, é um sinônimo inequívoco de saúde, certo? Nem sempre. Em muitos casos, o processo para alcançar a perfeição física, exigida para se encaixar nos padrões de beleza de hoje, tem por fundo sérios problemas de auto-imagem, que são mais intensos na adolescência.
Na prática, esse problema de percepção se traduz em dois comportamentos que preocupam os médicos: o excesso na prática de atividades esportivas e o uso de esteróides anabolizantes, GH (hormônio do crescimento) e suplementos alimentares.
Os dois fenômenos são comumente associados aos homens, mas têm aumentado entre as garotas.
"Com o culto ao corpo e à beleza, as mulheres também começam a tomar anabolizantes, GH (hormônio de crescimento) e suplementos. Existe um mercado negro nas academias", diz Fábio Augusto Caporrino, 35, ortopedista do Centro de Traumatortopedia do Esporte da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), que realizou uma pesquisa com 247 praticantes de musculação para verificar as lesões mais frequentes e o uso das "bombas".
Considerados drogas, os anabolizantes e o GH têm seu uso para fins estéticos condenado pelos médicos.
O endocrinologista Márcio Mancini, 39, do grupo de obesidade e doenças metabólicas do Hospital das Clínicas da USP (Universidade de São Paulo), diz que o uso de anabolizantes por mulheres tem um efeito masculinizante.
Mesmo assim, por causa de seu preço, é o mais usado pelas mulheres. Uma alternativa para as garotas, igualmente condenada, seria o uso do GH, que não deixa as mulheres masculinizadas. Contudo o GH também causa efeitos colaterais severos e ainda não existem estudos sobre as consequências do uso prolongado do hormônio sem necessidade.
Leia mais:

