Equilíbrio

SAÚDE

28/08/2000 - 18h47

Quando trabalhar destrói sua saúde

Publicidade
da Folha Online

Você sente dor ou desconforto com frequência enquanto trabalha? Se a resposta for afirmativa, é um mau sinal. Esse pode ser o começo de uma doença que chega a culminar em atrofia, perda de movimentos e, em casos extremos, paraplegia.

As chamadas LER (lesões por esforço repetitivo) e Dort (distúrbios oesteomusculares relacionados ao trabalho) são definições genéricas para uma série de doenças (clique aqui para conhecer as mais comuns) ligadas à condições inadequadas de trabalho. Entenda-se essas condições adversas como inadequação do local de trabalho, excesso de horas trabalhadas e estresse constante, que juntos ou em separado vão minando a resistência do organismo.

Como a maioria das pessoas acha normal um certo desconforto ligado ao trabalho e se obriga (ou é obrigada) a isso, para conseguir melhor desempenho e visibilidade profissional, a maior parte dos casos de LER/Dort só são diagnosticados em estágios avançados, quando o funcionário tem de ser afastado de suas funções e quando já não há mais cura para a doença.

Sim, não há cura para problemas de LER/Dort. Estudos mostram que, um profissional acometido pela doença, se for submetido às mesmas condições que causaram o problema, mesmo após sua recuperação, desenvolverá os mesmos sintomas em um período inferior ao do surgimento das primeiras dores ou desconforto. Sendo assim, o melhor no caso desse tipo de doença é prevenir.

Postura adequada para trabalhar, respeito aos horários de descanso, uso de equipamentos ergonômicos e a consciência de que você precisa estar bem com sua saúde para continuar trabalhando são um bom começo. Entretanto, a solução passa pela mesa do patrão, responsável por criar um ambiente de trabalho seguro e ideal para a saúde dos funcionários.

LER/Dort são epidemias

Hoje, no Brasil, as LER/Dort são as segundas maiores responsáveis pelo afastamento de empregados das suas funções, e especialistas já dão ao problema o caráter de epidemia. Para cada funcionário retirado do posto de trabalho, as empresas gastam anualmente o equivalente a R$ 89 mil (com despesas médicas e a reposição da mão-de-obra).

Os casos da doença também podem render processos contra os empregadores, e indenizações pesadas.

Pensando nessas questões, a partir do final do ano o Instituto Nacional de Prevenção às LER/Dort, em parceria com o Ministério da Saúde, irá aplicar um questionário em empresas de setores variados para conseguir dados oficiais sobre o desenvolvimento da doença e as condições de trabalho causadoras do problema (em maior frequência).

Os empregados poderão responder anonimamente às perguntas e as questões foram planejadas de maneira simples, para atingir de operários a executivos com facilidade e clareza, já que há riscos em todas as áreas profissionais. LER/Dort são doenças do ambiente de trabalho e não das pessoas, afirmam os especialistas.

Leia também:

  • LER/Dort está ligada ao desequilíbrio energético do fígado


  •  

    FolhaShop

    Digite produto
    ou marca