Mundo

Guerra do Iraque

18/03/2003

Perfil - Uday Saddam Hussein

da Folha Online

Veja o perfil dos envolvidos

Reuters
Nome: Uday Saddam Hussein (morto em 22 de julho de 2003)
Idade: 38 anos
Cargo: era diretor do canal iraquiano para a juventude e do principal jornal do país; presidente do sindicato dos jornalistas iraquianos
Formação: ciências políticas e filosofia (local não divulgado)
Estado civil: solteiro; filho de Saddam Hussein


Alvo de um atentado em 1996 que lhe deixou sequelas irreversíveis e o manteve paralítico por meses, o filho mais velho de Saddam Hussein, Uday, viu suas chances de suceder o pai expirarem junto com sua capacidade de locomoção.

Conhecido tanto por sua brutalidade quanto pelo estilo de vida perdulário, Uday controlava os maiores veículos de comunicação do Iraque e, por causa disso, seu poder era considerado maior do que o do Ministério da Informação.

Eram dele o jornal ‘‘Babel’’ e o canal de televisão para a juventude, dezenas de jornais menores e uma rádio. Também presidia o sindicato de jornalistas do país desde 1992, usando o cargo para exercer a censura e coagir jornalistas --embora a afiliação não fosse compulsória, os profissionais que não aderiam eram multados. Entretanto, sua maior fonte de poder estava mesmo no "Babel", considerado um veículo de propaganda de Saddam. O jornal foi criado em 1991, durante a Guerra do Golfo, e se tornou o mais influente no país --em parte devido a seu baixo preço, 250 dinars (o equivalente a R$ 0,40).

Além de controlar a imprensa, Uday também tinha um cargo na Assembléia Nacional, a qual ele pouco frequenta, responde pelo Ministério Extraordinário da Juventude e pelo Comitê Olímpico Iraquiano. Também liderou por muitos anos o grupo paramilitar Fadayeen Saddam.

Mas apesar de seu poder e por causa de seu comportamento violento, Uday caiu na consideração de seu pai. Depois do atentado em 1996, teria se tornado dependente de álcool e, em uma crise motivada pela bebida, matado um dos assessores mais próximos de seu pai, o provador de comida Hanna Gogo, durante um jantar em homenagem à primeira-dama do Egito. Atitudes como essa o tornaram extremamente impopular junto a opinião pública, o que levou Saddam a tirá-lo de circulação e enviá-lo para a Suíça por quatro meses após o incidente. Foi só com a intercessão de sua mãe que obteve o perdão presidencial e pode voltar ao Iraque.

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