10/12/2005
Diferença de preço chega a 122%
Colaboração para a Folha
O Natal carrega a tradição da troca de presentes e é a maior data de venda do comércio no ano. Quando se juntam a emoção da data, o desejo das crianças por ter "aquele" brinquedo e a profusão de opções --de produtos e de preços--, o resultado pode ser bastante pesado para o bolso.
Como não há tabelamento de preços para esses produtos, a ordem é pesquisar. Levantamento feito pelo Procon (Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor) de São Paulo, em setembro deste ano, revelou que a diferença do preço de um mesmo brinquedo pode chegar a 122,27%.
"Ainda que, desde que a pesquisa foi realizada, os produtos e os preços tenham mudado, a diferença de preços sempre vai existir e pode ser bem grande", avalia Maria Teresa Mormillo, diretora de estudos e pesquisas.
Comprar brinquedos no Natal pode ter um agravante. "A atmosfera do Natal contribui para compras baseadas em decisões menos racionais, mais emocionais do que as que levam à compra de bens duráveis, por exemplo", diz José Afonso Mazzon, coordenador do projeto SimBrasil (Sistema de Informações do Mercado Brasileiro de Brinquedos), da FIA.
Como comprar
Por mais que comprar à vista possa apertar o orçamento naquele mês, a opção pode valer a pena, principalmente se for possível utilizar uma parte do 13º salário. "Nesse caso, deve-se pesquisar em, pelo menos, três lugares. Vale a loja que oferecer o mesmo produto a um preço mais baixo. Ele pode, ainda, pedir um desconto na loja mais barata", aconselha o professor de matemática financeira José Dutra Vieira Sobrinho.
É dever da loja informar o preço à vista, o preço total a prazo, o valor das parcelas e a porcentagem de juros. Mas não é preciso saber analisar essas taxas. Para um produto igual, com venda em um mesmo número de prestações e primeiro pagamento no ato, a melhor opção é a loja que oferecer prestações de menor valor.
Na compra parcelada, Vieira Sobrinho aconselha: com compras supérfluas, como as de brinquedos, não se deve comprometer uma parcela grande da renda familiar. "O consumidor deve fazer as contas na ponta do lápis --uma compra a prestação pode comprometer o pagamento do IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores), do uniforme das crianças e do material escolar em janeiro."
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