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Perfil dos candidatos

 

Rio de Janeiro (RJ)

Gabeira

PV (Partido Verde) - número 43

Fernando Paulo Nagle Gabeira Nome completo: Fernando Paulo Nagle Gabeira
Coligação: Frente Carioca
PV / PSDB / PPS
Idade: 67 anos *
Sexo: masculino
Natural de: Juiz de Fora (MG)
Estado civil: divorciado
Grau de instrução declarado: ensino médio completo
Ocupação declarada: deputado
Patrimônio declarado: R$ 54.072,55
Situação do CPF na Receita Federal: regular
Limite de gasto na campanha: R$ 7.000.000,00
Responde a processos na Justiça? não.
Candidato a vice: Luiz Paulo

Veja a página oficial do candidato |Veja a página do candidato no TSE

Tem mandato atualmente? Qual?

Sim. Deputado federal

Já exerceu mandato executivo? Quais?

Não.

Como entrar em contato com o candidato

dep.fernandogabeira@camara.gov.br

Dez perguntas para o candidato

  1. Qual o principal problema do município e que solução você propõe?

    A violência. Vamos atuar com ênfase nas áreas de saúde, ordem urbana, educação e segurança. Com isso, aumentará a atratividade do Rio para capitais modernos, que respeitem o ambiente e a dignidade do trabalho. Assim, o Rio encontrará, com mais facilidade, sua vocação econômica. O combate à violência não é a principal responsabilidade da prefeitura, mas, por ser um formidável banco de dados - com as imagens de suas câmeras, os informes sobre desordem e os relatórios dos guardas municipais - o poder municipal tem um papel importante nesse trabalho. Estes dados precisam ser analisados para contribuir com a segurança. Pretendemos, ainda, articular um projeto com os governos estadual e federal de libertação de mais de 300 comunidades cariocas ocupadas por tráfico de droga ou milícia. O principal problema da saúde no Rio é a sobrecarga dos hospitais de emergência porque há um déficit de quase 200 postos de saúde e uma cobertura de apenas 5% do Projeto Saúde da Família. Ampliar as possibilidades de educação significa aumentar a média de horas de ensino nas escolas, determinar um currículo único, investir na melhoria da condição dos professores, entre outras medidas.

  2. Em março deste ano, auge da epidemia de dengue no Rio de Janeiro, quando 49 pessoas morreram no Estado, a Folha publicou matéria sobre a redução de valores aplicados no controle da doença nos últimos anos - tanto no âmbito municipal quanto no estadual. O que o candidato pretende fazer para evitar nova epidemia?

    É muito difícil para o candidato evitar uma epidemia, uma vez que os elementos mais importantes da prevenção vão se dar antes da sua posse. Mas, evidentemente, é possível fazer prevenção através de campanhas educativas e do monitoramento dos principais pontos onde há foco de dengue.

  3. No ano passado, durante as repetidas investidas da PM e da Força Nacional no Rio de Janeiro, no Complexo do Alemão, escolas vizinhas à comunidade - entre elas seis municipais - ficaram sem aula por, pelo menos, 45 dias, por falta de segurança. O que o senhor pretende fazer para evitar que a violência afaste os jovens da escola?

    O combate à ocupação armada das comunidades do Rio de Janeiro é a forma mais adequada de evitar que as crianças fiquem sem escola nessas áreas conturbadas. Os dados do IBGE indicam que 198.195 alunos entre 15 e 24 anos estão sem matrícula. Nessa faixa etária, cerca de 100 mil matriculados estão defasados em mais de três anos. Outro ponto central de nossa política será a criação de um centro dedicado às vítimas da violência, onde médicos, psicólogos, assistentes sociais e analistas atenuarão o impacto do trauma, recolhendo ensinamentos importantes para a prevenção.

  4. A Guarda Municipal deveria ter poder de polícia?

    A Guarda Municipal tem de ser estimulada, sobretudo através de cursos especializados e novos equipamentos, a servir de olhos e ouvidos da prefeitura, coletando e repassando informação para a polícia. A GM terá equipamentos modernos, armas não letais, e, em casos excepcionais, armas de fogo.

  5. No início de junho, pela primeira vez, o Rio se tornou uma das quatro cidades finalistas para sediar as Olimpíadas de 2016. No mês passado, Lula assinou o projeto de lei que vai liberar R$ 85 milhões para a campanha da cidade. É válido investir tanto dinheiro para trazer a Olimpíada de 2016 para o Rio em detrimento de áreas prioritárias como habitação, saúde e educação?

    É válido, desde que o investimento seja feito com o objetivo de preencher as condições necessárias para sediar a Olimpíada. De modo geral, esses investimentos aumentam a mobilidade da cidade, protegem o ambiente e geram empregos para a população.

  6. A cidade do Rio de Janeiro - ao lado de São Paulo, Belo Horizonte, Curitiba e Brasília - já superou a marca de um milhão de veículos circulando pelas ruas. Quais serão as principais ações para amenizar/ resolver os problemas de engarrafamento na cidade?

    As políticas que objetivam, simplesmente, acompanhar o crescimento de veículos, construindo avenidas e viadutos, estão esgotadas. É preciso uma intervenção que vá desde a criação de corredores especiais para ônibus até a articulação com o Estado para a ampliação do metrô, a reorganização da malha de serviços coletivos, a ampliação das ciclovias e a mudança gradual para microônibus. Uma das prioridades é reestruturar as linhas de ônibus, para distribuir melhor o serviço e para reduzir o percurso de algumas viagens.

  7. O atual prefeito do Rio, Cesar Maia (DEM), não mantém relações muito amigáveis com o governador Sérgio Cabral e nem mesmo com o presidente Lula. O que fará para estreitar a parceria com estas esferas do poder público?

    Pretendo ter maior articulação com os governos estadual e federal e acredito que isso seja possível. Em casos como o combate ao narcotráfico, por exemplo, é fundamental a atuação conjunta das três esferas do poder público.

  8. Concorda com a candidatura de pessoas que respondem a processo na Justiça?

    As pessoas não podem se candidatar quando têm ficha suja. No entanto, é necessário se fazer uma distinção, porque há processos que são movidos porque a pessoa tem uma opinião. E os crimes de opinião não devem ser considerados.

  9. Apóia o aumento do limite de endividamento dos municípios previsto pela LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal), hoje de 120% da receita corrente líquida?

    Apóio. No entanto, acho fundamental enxugar a máquina, reduzir os gastos da prefeitura e, também, aumentar a arrecadação através da introdução da nota fiscal eletrônica.

  10. É a favor da aprovação de uma nova CPMF? Por quê?

    Não. Sempre fui contra a aprovação de uma nova CPMF porque o problema na saúde se deve a uma gestão inadequada dos recursos que existem. Além disso, o governo tem arrecadado dinheiro suficiente para cuidar da saúde.

No arquivo da Folha

  • 05.jul.2001 - O deputado Fernando Gabeira decidiu trocar o PV, do qual foi um dos fundadores nos anos 80 com a proposta de defender tabus como a descriminalização da maconha e a liberdade de opção sexual, pelo PT. O fator decisivo para a mudança de legenda foi a opção do partido de lançar candidato próprio à Presidência em vez de apoiar o PT. Gabeira defende que faltam alianças ao partido ambientalista brasileiro.
  • 15.ago.2003 - O ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, defendeu ontem o projeto de lei do deputado Fernando Gabeira (PT-RJ), apresentado em fevereiro, que regulamenta a prostituição no país. O texto pede a supressão do Código Penal dos artigos que tipificam como crime o favorecimento de prostituição, o tráfico de mulheres para fins de prostituição e a manutenção de casas de prostituição. O rufianismo, prática de tirar proveito da prostituição alheia, permanece crime pelo projeto do deputado.
  • 15.out.2003 - O deputado Fernando Gabeira (RJ) anunciou, oficialmente, no plenário da Câmara, sua saída do PT. A principal divergência entre Gabeira e Lula é a política ambiental do governo – classificada de "um retrocesso em relação à do ex-presidente FHC". O estopim foi a edição da medida provisória que liberou o plantio de soja transgênica para a atual safra.
  • 12.fev.2004 - O procurador-geral da República, Claudio Fonteles, decidiu arquivar o inquérito criminal em que o deputado federal Fernando Gabeira (sem partido) foi acusado de tráfico internacional de drogas porque importou da Hungria, em 1996, 5 kg de sementes de maconha. Gabeira argumentou que o objetivo da importação era a pesquisa. O material seria entregue ao CNPA (Centro Nacional de Pesquisa de Algodão), da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), órgão do Ministério da Agricultura.
  • 20.set.2005 - O deputado federal Fernando Gabeira (PV-RJ) disse ontem não ter dúvidas de que o presidente Lula tinha conhecimento da prática do mensalão - pagamento em troca do apoio de parlamentares. Gabeira afirmou também que irá defender em plenário a cassação do ex-ministro José Dirceu (PT-SP).
  • 21.ago.2006 - O sub-relator da CPI dos Sanguessugas Fernando Gabeira (PV-RJ) entrega amanhã à comissão um relatório em que aponta suposto favorecimento político no Ministério da Ciência e Tecnologia na liberação de dinheiro para a compra de ônibus da empresa Planam, utilizados no programa de inclusão digital. O esquema, que seria comandado pelo PSB, repetiria o da máfia das ambulâncias. Um dos fatos do relatório citados como indício de favorecimento é a aprovação pelo ministério, em um mesmo dia, de três projetos apresentados por parlamentares. "Um processo estritamente técnico demora muito mais", diz.
  • 25.nov.2006 - O deputado federal Fernando Gabeira (PV-RJ) defendeu ontem que a líder do PT no Senado, Ideli Salvatti (SC), se afaste da CPI dos Sanguessugas. O sub-relator da comissão disse ter considerado "delicada" a notícia de que a senadora se reuniu com dois ex-petistas investigados no episódio.
  • 18.dez.2006 - Um grupo de ao menos 13 parlamentares liderado pelo deputado Fernando Gabeira (PV-RJ) prometeu entrar hoje com um mandado de segurança no STF para tentar suspender o reajuste de 91% nos salários de deputados e senadores. O reajuste deverá acarretar um gasto extra de R$ 1,7 bilhão anual aos cofres públicos em função do efeito cascata nas Assembléias estaduais e Câmaras municipais. A partir de fevereiro, os congressistas receberão R$ 24,5 mil por mês.
  • 08.jan.2007 - A crise ética do Congresso levou um grupo de cerca de 30 parlamentares - liderado informalmente pelo deputado Fernando Gabeira (PV-RJ) - a criar uma frente suprapartidária para fiscalizar o comportamento dos 513 deputados e 81 senadores. O grupo, acusado, nos corredores do Congresso, de demagogia e de buscar a autopromoção, tem entre seus expoentes congressistas que se posicionaram contra o reajuste salarial para R$ 24,5 mil e que participaram de CPIs recentes. Entre os principais alvos do "patrulhamento" estão os deputados federais Paulo Maluf (PP-SP) e José Airton Cirilo (PT-CE).
  • 17.set.2007 - O deputado federal Fernando Gabeira (PV-RJ) pediu ontem o início do movimento "Se entrega, Corisco" para exigir o afastamento do chefe do Senado, Renan Calheiros, em substituição ao "Cansei", na 13ª Bienal do Livro do Rio. Gabeira disse que Renan está "agindo como culpado, logo, a tarefa da sociedade é derrubá-lo".

Candidato a vice-prefeito: Luiz Paulo

Luiz Paulo Correa da Rocha Nome completo: Luiz Paulo Correa da Rocha
Partido: PSDB
Idade: 62 anos *
Sexo:  masculino
Natural de: Rio de Janeiro (RJ)
Estado civil: casado
Grau de instrução declarado: superior completo
Ocupação declarada: deputado
Tem mandato atualmente? Sim
Patrimônio declarado: R$ 268.515,75
Situação do CPF na Receita Federal: regular
Responde a processos na Justiça? não.

Já exerceu mandato executivo? Quais? Quando?

Sim.

Fontes: TSE, TRE, arquivo da Folha de S.Paulo e o site www.politicosdobrasil.com.br
* Idade no dia da votação de primeiro turno
** As perguntas foram enviadas aos diretórios municipais dos partidos. Se você ainda não respondeu, entre em contato aqui.

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