21/06/2006
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13h33
Editor de Esporte da Folha Online, em Dortmund
O técnico Carlos Alberto Parreira avisou nesta quarta-feira que a dúvida que ronda a cabeça de todos os torcedores e da mídia nacional e internacional será prolongada até momentos antes da partida contra o Japão, amanhã. O jogo encerra a participação da seleção brasileira na primeira fase da Copa-2006 e vale a primeira posição do Grupo F.
"O time será anunciado no vestiário", afirmou o técnico, que colocou a equipe para fazer o tradicional rachão hoje no treino de reconhecimento do gramado do Westfalenstadion, em Dortmund.
Após a vitória por 2 a 0 sobre a Austrália, na segunda partida, resultado que classificou o time antecipadamente para as oitavas-de-final, o treinador disse que poderia poupar alguns atletas --o departamento médico iria indicar se alguém precisasse de descanso, o que não foi anunciado.
Os três titulares que estão pendurados com um cartão amarelo --Cafu, Emerson e Ronaldo-- também poderiam ficar fora, já que esses cartões seriam zerados para a segunda fase.
"Temos algumas variantes, algumas possibilidades, algumas coisas para serem retocadas e analisadas. Não tenho nenhuma pressa, e a necessidade do jogo é relativa. Vou anunciar a equipe amanhã", disse Parreira, que reconheceu que esconder o time não é uma de suas características.
Parreira fala sobre as variantes
"Eu gosto que meu time vá dormir sabendo quem vai jogar. Sempre foi essa minha postura, mas o jogo não é de risco e não vejo necessidade disso", explicou.
Parreira fala sobre a escalação do time
Na fila
Entre os mais cotados para ganhar uma vaga no time está Robinho --o atacante entrou no lugar de Ronaldo nos dois primeiros jogos do Mundial.
"O professor Parreira ainda não passou nada para a gente [sobre quem joga], mas estou preparado para jogar", disse o atleta ontem, antes de dizer também que nenhum jogador tem lugar cativo na equipe.
"O Ronaldo é um grande jogador, um exemplo para mim, que estou começando agora. Para chegar ao status dele, é preciso jogar muita bola. Mas no futebol tudo pode acontecer. Na seleção, não existe jogador insubstituível', continuou.
Para Parreira, o fato de os jogadores ainda não saberem quem vai entrar em campo não cria um clima ruim, já que esta é, segundo ele, a cultura européia.
"Aqui na Europa todos os treinadores fazem isso. É no vestiário que eles sabem quem vai jogar."
Especial
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Leia cobertura completa da Copa do Mundo-2006
Parreira muda estilo e leva dúvida até o vestiário
EDUARDO VIEIRA DA COSTAEditor de Esporte da Folha Online, em Dortmund
O técnico Carlos Alberto Parreira avisou nesta quarta-feira que a dúvida que ronda a cabeça de todos os torcedores e da mídia nacional e internacional será prolongada até momentos antes da partida contra o Japão, amanhã. O jogo encerra a participação da seleção brasileira na primeira fase da Copa-2006 e vale a primeira posição do Grupo F.
"O time será anunciado no vestiário", afirmou o técnico, que colocou a equipe para fazer o tradicional rachão hoje no treino de reconhecimento do gramado do Westfalenstadion, em Dortmund.
Após a vitória por 2 a 0 sobre a Austrália, na segunda partida, resultado que classificou o time antecipadamente para as oitavas-de-final, o treinador disse que poderia poupar alguns atletas --o departamento médico iria indicar se alguém precisasse de descanso, o que não foi anunciado.
Os três titulares que estão pendurados com um cartão amarelo --Cafu, Emerson e Ronaldo-- também poderiam ficar fora, já que esses cartões seriam zerados para a segunda fase.
"Temos algumas variantes, algumas possibilidades, algumas coisas para serem retocadas e analisadas. Não tenho nenhuma pressa, e a necessidade do jogo é relativa. Vou anunciar a equipe amanhã", disse Parreira, que reconheceu que esconder o time não é uma de suas características.
Parreira fala sobre as variantes
"Eu gosto que meu time vá dormir sabendo quem vai jogar. Sempre foi essa minha postura, mas o jogo não é de risco e não vejo necessidade disso", explicou.
Parreira fala sobre a escalação do time
Na fila
Entre os mais cotados para ganhar uma vaga no time está Robinho --o atacante entrou no lugar de Ronaldo nos dois primeiros jogos do Mundial.
"O professor Parreira ainda não passou nada para a gente [sobre quem joga], mas estou preparado para jogar", disse o atleta ontem, antes de dizer também que nenhum jogador tem lugar cativo na equipe.
"O Ronaldo é um grande jogador, um exemplo para mim, que estou começando agora. Para chegar ao status dele, é preciso jogar muita bola. Mas no futebol tudo pode acontecer. Na seleção, não existe jogador insubstituível', continuou.
Para Parreira, o fato de os jogadores ainda não saberem quem vai entrar em campo não cria um clima ruim, já que esta é, segundo ele, a cultura européia.
"Aqui na Europa todos os treinadores fazem isso. É no vestiário que eles sabem quem vai jogar."
Especial

