13/07/2006
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10h56
"Tchau velhaco" é a manchete do semanário de extrema-direita "Minute", em sua edição de quarta-feira, sobre o ídolo do futebol francês Zinedine Zidane, ilustrada por uma fotografia de sua cabeçada no italiano Marco Materazzi, na final da Copa do Mundo-06, no último domingo.
Em seu artigo sobre o jogo, em que a França perdeu para Itália nos pênaltis (5 a 3), depois de um empate por 1 a 1 no tempo regulamentar e na prorrogação, exibe a hostilidade e a ironia com que os meios de extrema-direita tratam a seleção nacional, que não julgam representativa da população francesa, em particular, devido à forte proporção de jogadores negros.
"Dez minutos antes, se canonizava", ironiza a revista na primeira página. Para "Minute", Zidane "esteve à altura de sua reputação, não a cultivada ultimamente, mas a que escondia um pouco suas más inclinações, que não deixou de manifestar durante sua brilhante carreira".
Na semana passada, o semanário já tinha lançado flechas contra os "Bleus" (azuis), ao perguntar se não havia muito negros na equipe francesa.
Para o semanário, a formação da equipe da França "leva o resto do mundo a crer que o povo francês é um povo de negros onde se pode encontrar ocasionalmente alguns brancos".
Dos 11 titulares da França que começaram a final contra a Itália, havia sete negros. Desses, quatro não nasceram na França.
Especial
Leia o que já foi publicado sobre Zidane
"Tchau velhaco", diz semanário de extrema-direita francês a Zidane
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da France Presse, em Paris"Tchau velhaco" é a manchete do semanário de extrema-direita "Minute", em sua edição de quarta-feira, sobre o ídolo do futebol francês Zinedine Zidane, ilustrada por uma fotografia de sua cabeçada no italiano Marco Materazzi, na final da Copa do Mundo-06, no último domingo.
Em seu artigo sobre o jogo, em que a França perdeu para Itália nos pênaltis (5 a 3), depois de um empate por 1 a 1 no tempo regulamentar e na prorrogação, exibe a hostilidade e a ironia com que os meios de extrema-direita tratam a seleção nacional, que não julgam representativa da população francesa, em particular, devido à forte proporção de jogadores negros.
"Dez minutos antes, se canonizava", ironiza a revista na primeira página. Para "Minute", Zidane "esteve à altura de sua reputação, não a cultivada ultimamente, mas a que escondia um pouco suas más inclinações, que não deixou de manifestar durante sua brilhante carreira".
Na semana passada, o semanário já tinha lançado flechas contra os "Bleus" (azuis), ao perguntar se não havia muito negros na equipe francesa.
Para o semanário, a formação da equipe da França "leva o resto do mundo a crer que o povo francês é um povo de negros onde se pode encontrar ocasionalmente alguns brancos".
Dos 11 titulares da França que começaram a final contra a Itália, havia sete negros. Desses, quatro não nasceram na França.
Especial

