06/04/2007
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11h26
da Folha de S.Paulo
O sonho de Romário, 41, chegar ao milésimo gol, pelas suas contas, corre o risco de ficar adiado para o Brasileiro. Seria o estopim da crise que começa a ganhar corpo em São Januário.
Eliminado da Copa do Brasil, anteontem, o time ainda periga no Estadual. No campo político, novas eleições acontecerão depois de o pleito que manteve Eurico Miranda na presidência ser cancelado pela Justiça. A disputa entre Miranda e Roberto Dinamite ocorrerá neste mês. A data será definida por Alberto Moutinho, designado para organizar o trâmite.
Romário não jogará no domingo, em Cabo Frio, contra a Cabofriense, último rival na Taça Rio, segundo turno do Estadual. O atacante escolheu o Maracanã para alcançar o feito.
O time de São Januário lidera o Grupo B, mas não está nas semifinais do turno. Se perder e Volta Redonda e Friburguense venceram, está eliminado.
Se isso ocorrer, a equipe só voltará a jogar em 13 de maio, na estréia no Nacional. Ou seja: Romário e o Vasco ficariam sem atuar mais de um mês. Após chegar ao 999º gol, o veterano e o Vasco colecionam reveses. Romário passou em branco duas vezes e viu o time cair na Copa do Brasil.
O atleta não apareceu em São Januário ontem. Ganhou folga de Eurico Miranda, que viajou para Angra dos Reis. No clube, o assunto girou em torno do gol mil. O goleiro Cássio admite que 'badalação' em torno do feito tem atrapalhado.
'Nossos rivais entram com motivação extra. A ansiedade existe em todos os segmentos do clube: diretoria, comissão técnica e entre os jogadores.'
Para o goleiro, é natural que o time procure Romário nas finalizações. "Ele sabe o caminho para fazer gols. Por isso, todos tentam passar a bola para ele."
Até a mulher do atacante, Isabella, reconhece a "agonia". Ela tem ido ao Maracanã com os seis filhos do atacante. "Quero que acabe logo", afirma.
Leandro Amaral, companheiro de Romário no ataque, também sofre. Desde que o veterano ficou a um tento do milésimo, ele parou de marcar. "Os rivais jogam mais atentos. Sobra para mim", afirma ele, que, no entanto, reconhece a diminuição dos passes que recebe. "Sempre queremos ajudar Romário a marcar logo."
Especial
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Busca de Romário por milésimo gol já incomoda o Vasco
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FABIO GRIJÓda Folha de S.Paulo
O sonho de Romário, 41, chegar ao milésimo gol, pelas suas contas, corre o risco de ficar adiado para o Brasileiro. Seria o estopim da crise que começa a ganhar corpo em São Januário.
Eliminado da Copa do Brasil, anteontem, o time ainda periga no Estadual. No campo político, novas eleições acontecerão depois de o pleito que manteve Eurico Miranda na presidência ser cancelado pela Justiça. A disputa entre Miranda e Roberto Dinamite ocorrerá neste mês. A data será definida por Alberto Moutinho, designado para organizar o trâmite.
Romário não jogará no domingo, em Cabo Frio, contra a Cabofriense, último rival na Taça Rio, segundo turno do Estadual. O atacante escolheu o Maracanã para alcançar o feito.
O time de São Januário lidera o Grupo B, mas não está nas semifinais do turno. Se perder e Volta Redonda e Friburguense venceram, está eliminado.
Se isso ocorrer, a equipe só voltará a jogar em 13 de maio, na estréia no Nacional. Ou seja: Romário e o Vasco ficariam sem atuar mais de um mês. Após chegar ao 999º gol, o veterano e o Vasco colecionam reveses. Romário passou em branco duas vezes e viu o time cair na Copa do Brasil.
O atleta não apareceu em São Januário ontem. Ganhou folga de Eurico Miranda, que viajou para Angra dos Reis. No clube, o assunto girou em torno do gol mil. O goleiro Cássio admite que 'badalação' em torno do feito tem atrapalhado.
'Nossos rivais entram com motivação extra. A ansiedade existe em todos os segmentos do clube: diretoria, comissão técnica e entre os jogadores.'
Para o goleiro, é natural que o time procure Romário nas finalizações. "Ele sabe o caminho para fazer gols. Por isso, todos tentam passar a bola para ele."
Até a mulher do atacante, Isabella, reconhece a "agonia". Ela tem ido ao Maracanã com os seis filhos do atacante. "Quero que acabe logo", afirma.
Leandro Amaral, companheiro de Romário no ataque, também sofre. Desde que o veterano ficou a um tento do milésimo, ele parou de marcar. "Os rivais jogam mais atentos. Sobra para mim", afirma ele, que, no entanto, reconhece a diminuição dos passes que recebe. "Sempre queremos ajudar Romário a marcar logo."
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