China investiga denúncias de trabalho infantil em fábricas de artigos olímpicos
da France Presse
Os organizadores dos Jogos Olímpicos de Pequim prometeram nesta segunda-feira investigar as acusações de exploração de crianças e de violação dos direitos humanos de funcionários das fábricas chinesas de artigos com licença olímpica.
"Estamos investigando. Se os fatos forem constatados, tomaremos medidas sérias", declarou o vice-presidente do Bocog (comitê organizador dos Jogos Olímpicos), Jiang Xiaoyu, um dia depois da divulgação de um relatório que acusava quatro empresas chinesas.
Várias organizações de defesa dos trabalhadores, entre elas a CSI (Confederação Sindical Internacional), denunciaram em um informe os abusos cometidos contra os direitos dos trabalhadores das fábricas chinesas de mochilas, gorros e artigos de escritório com a logomarca dos Jogos Olímpicos.
As acusações são de recurso à mão-de-obra infantil, salários que representam a metade do salário mínimo legal, horas extras exageradas, trabalho em condições insalubres e perigosas, trabalhadores obrigados a mentir para os inspetores independentes, não-declaração à segurança social, entre outras.
As empresas mencionadas, graças a testemunhos dos funcionários, são a Lekit Stationery Co., a Mainland Headwear Holdings Ltd., a Eagle Leather Products e a Yue Wing Cheong Light Products, instaladas no sul do país.
Jiang Xiaoyu afirmou nesta segunda-feira que estas empresas haviam assinado contratos obrigando-as a respeitar as leis.


